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Família aguarda uma hora e meia por sepultamento

Juliana Franco
| Tempo de leitura: 3 min

Bauru registrou ontem mais um caso de caixão que não coube no túmulo. Novamente, quem sofreu com o problema foi a família, que além da dor da perda, teve que aguardar uma hora e meia pelo sepultamento. Até ser enterrado, às 13h, o corpo de Angelo da Cunha Reis, 41 anos, foi colocado em três caixões, informou Samara Antunes Reis, prima da vítima. Desta vez o problema foi com a altura da pessoa, já que Angelo tinha 1,98 metro.

Samara conta que a família dele paga um plano funerário de uma empresa da cidade há alguns anos. “O cemitério informou o tamanho da cova para a funerária. Eles colocaram em um caixão com mais de dois metros e não deu certo. Então, eles providenciaram outro caixão, menor só que mais largo, e novamente não deu certo”, conta Samara. “Ligamos para a funerária e eles disseram que tinham colocado o corpo em um caixão de acordo com as medidas que foram passadas. Então, entramos em contato com a Emdurb (Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru), que acabou emprestando um caixão com as medidas adequadas”, acrescenta. O sepultamento, que estava marcado para ocorrer às 11h30, foi feito às 13h.

Segundo o gerente da funerária, José Gilberto Batista, eles informaram a Emdurb, responsável pelos cemitérios municipais, que o sepultamento seria de caixão especial. Em um primeiro momento, o corpo de Angelo foi colocado em um caixão de 2,30 metros de comprimento. Como não estava de acordo com o padrão da gaveta do túmulo de sua família, foi colocado em outro caixão, de comprimento menor, mas com largura maior. “Não tínhamos o caixão com a medida exata da gaveta, mas este era similiar”, explica Batista.

Mais uma vez, não entrou na gaveta do jazigo. Diante da situação, foi feito um acordo entre a funerária e a Emdurb, que cedeu um caixão com as medidas adequadas para o enterro.

Emdurb

Por meio da assessoria de imprensa, a Emdurb informou que ontem foram registrados dois casos de enterro em “urna baleia” - denominação para sepultamento com caixões de medidas especiais. No primeiro caso, a família aceitou que o corpo fosse enterrado no columbário da empresa municipal, no Cemitério do Redentor, que tem as medidas especiais.

Já no caso de Angelo, a assessoria informou que a família não aceitou o espaço no columbário. Entretanto, ainda segundo a assessoria, antes do sepultamento um funcionário da funerária esteve no cemitério para verificar o tamanho da gaveta. Após conversa com um empreiteiro, ele teria anotado as medidas da urna.

A funerária afirma que solicitou ontem, logo pela manhã, que fosse feita uma adaptação no jazigo da família em função do tamanho maior do caixão. Já a assessoria da Emdurb informa que não foi solicitada a adequação e, mesmo que tivesse sido feito o pedido, não seria possível executá-la no mesmo dia.

No dia 22 de setembro deste ano, a Emdurb enviou um ofício às funerárias pedindo que comuniquem os cemitérios com antecedência em caso de enterro com caixão grande. “Nós avisamos a Emdurb por volta das 7h30 de hoje (ontem) que o caixão era maior que o padrão, mas não recebemos nenhuma resposta deles”, afirma o gerente da funerária.

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