Nacional

Preso segundo suspeito no caso AfroReggae

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - A Polícia Civil do Rio prendeu ontem o segundo envolvido no assassinato de Evandro João da Silva, coordenador do AfroReggae, na madrugada do último dia 18. A prisão ocorreu na cidade de Itaguaí, na região metropolitana, e foi feita por policiais da 1.ª DP (Praça Mauá) com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Ele será encaminhado à 1.ª DP, onde deverá prestar depoimento.

Anteontem, o suspeito Rui Mário Maurício Macedo, 34 anos, conhecido como Romarinho, preso na noite de segunda-feira, declarou à polícia que não foi o autor do disparo que matou a vítima. Ele disse que seu colega, conhecido como Renge, foi quem atirou no coordenador do AfroReggae.

Silva foi baleado por assaltantes, no Rio, quando seguia para uma casa noturna. Imagens de circuitos de segurança flagraram um capitão e um cabo da Polícia Militar (PM) liberando os dois assaltantes e recolhendo os objetos roubados do coordenador do AfroReggae.

A morte de Silva gerou uma crise na PM do Rio. Os policiais foram acusados de negar socorro à vítima e acabaram presos. Ambos negam a omissão de socorro.

Na última sexta-feira, a Justiça Militar decretou a prisão preventiva dos dois policias, e o capitão Denis Leonard Nogueira Bizarro e o cabo Marcos de Oliveira Salles foram encaminhados ao Batalhão Especial Prisional ( BEP), em Benfica.

Em entrevista ao lado do comandante geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, o coordenador executivo do AfroReggae, José Júnior, se referiu aos policiais como “marginais criminosos fardados”. A declaração desagradou Duarte, que disse que se sentiu “ofendido” e afirmou ainda que o coordenador deveria se desculpar pela afirmação. Logo depois, o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), classificou de “bandidos ao quadrado” os policiais militares suspeitos de envolvimento no caso.

Na semana passada, Cabral mandou exonerar do cargo o porta-voz da Polícia Militar, major Oderlei Santos, que havia dito que o envolvimentos dos policiais na morte de Silva seria “apenas desvio de conduta”. Para o governador, Santos agiu como “advogado dos policiais”.

Comentários

Comentários