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Noroeste: Clube dá largada no ‘Projeto Acesso’

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 3 min

O Noroeste começou sua preparação para a disputa da Série A-2 de 2010, ano do centenário alvirrubro. Ontem à tarde, o presidente Damião Garcia apresentou à imprensa os novos diretores e o treinador contratados, que terão a missão de montar o elenco que brigará pelo acesso à elite paulista na próxima temporada. Como adiantado pelo Jornal da Cidade na edição do último domingo, o novo coordenador do clube é Beto Souza, ex-Corinthians e Guarani, o gerente de futebol agora é Ricardo Occhiutto, ex-Rio Branco de Americana, e o novo treinador Amauri Knevitz, com passagem pelo São Caetano no futebol paulista e que teve como clube mais recente o Ypiranga, de Erechim-RS. Quem retornou ao clube foi o preparador de goleiros Bira, que havia sido demitido na pré-temporada da Copinha e foi recontratado.

Com a missão de coordenar todo o processo de montagem do time, Souza explica que seu primeiro passo foi se cercar de pessoas que considera capacitadas para iniciar o “Projeto Acesso”. “A primeira coisa foi contratar uma comissão técnica capacitada. Trouxemos o Ricardo (Occhiutto), que era gerente de futebol do Rio Branco de Americana, onde conquistou o acesso no ano passado, trouxemos o Amauri (Knevitz), que é um treinador já de renome e por onde passou fez bons trabalhos. Foi campeão pelo Malutron e Paranavaí na Série C”, cita. “A partir daí, vamos começar a montagem do time, procurando errar o mínimo possível dentro de um critério, de uma filosofia de trabalho que vamos implantar e os atletas que vierem vão ter que se enquadrar”, aponta.

Souza revela que a experiência será uma qualidade fundamental para ser contratado pelo Norusca. “Vamos contratar jogadores de qualidade, técnicos e com experiência para disputar uma A-2, que sabemos o quanto será difícil. Vamos mesclar com alguns jovens que têm no elenco e outros que possivelmente nós vamos trazer”, explica. O coordenador alvirrubro considera a necessidade de agilidade, mas lembra que não pode haver precipitação. “Claro que temos pressa. Perto das outras equipes, que já começaram um planejamento, a montagem da equipe, estamos um pouco atrasados. Mas não podemos nos precipitar e trazer por trazer. Tem que ser dentro de um critério e, com o tempo, nós vamos ver quem chega e quem fica”, observa.

O novo gerente de futebol, Ricardo Occhiutto, aposta na estrutura e estabilidade financeira noroestina para atrair bons jogadores. “O Noroeste tem uma bela estrutura e paga em dia. São poucos os clubes, principalmente nesta divisão (A-2), que honram seus compromissos e isso é um ponto importante para a gente sair na contratação de jogadores”, argumenta. “Com a estrutura que o Noroeste tem deveria estar em uma A-1, numa elite do futebol. Isso seria muito importante até pela história que o Noroeste tem”, acredita.

Acelerar processo

O técnico Amauri Knevitz pretende acelerar o processo de montagem da equipe no primeiro estágio para recuperar um pouco do tempo perdido, já que o time estréia em pouco mais dois meses na Série A-2. “Temos que fazer uma interação com a preparação física e a parte tática e técnica. Sempre tive facilidade com isso. A pressa maior é definir um grupo de jogadores para pensar em um time. É apressar no começo, acelerar o processo - correndo o risco de errar - para quando virarmos o ano estejamos com um time definido ou pelo menos 80%”, projeta.

Knevitz analisa a competição. “É um campeonato difícil, curto, e a concentração é importante. Os adversários são muito fortes, porque têm times já formados. Mas é um desafio bom de enfrentar, porque não faço isso sozinho, faço com uma comissão, com um clube e um grupo de jogadores”, comenta. O treinador afirma que não pretende impor um estilo gaúcho no time do Noroeste. “O futebol paulista é o mais forte, o mais vencedor do País. Temos que nos adaptar e contextualizar nossa atuação”, conclui.

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