Não tenho espírito de competição e não gosto de ceder de vez em quando para se entender com os outros, mas tenho o meu direito de não concordar com a venda do maior patrimônio histórico de Bauru e talvez do Brasil - a Estação da NOB.
De um lado o Sindicato dos Ferroviários e do outro o ex- presidente da República Fernando Henrique que, com certeza, não pensou em trabalhadores quando privatizou e sucateou as ferrovias no Brasil. Qual será agora o segundo passo: retirar os trilhos, destruir a linha férrea, leiloar o que resta do patrimônio?
Na Europa, América do Norte, Japão, China, Rússia, os governos preservam a história de seus povos, o que não impede o investimento no modal ferroviário, nos modernos trens balas com tecnologia de ponta para atender realmente a soberania de suas nações.
Não sou contra a revitalização do prédio da Praça Machado de Mello, assim como toda aquela região tão esquecida de Bauru, sou contra o fim da estação ferroviária. Podem me chamar de louco ou saudosista e até mesmo de caipira pira pora, o que me importa, o que me importa...
Leonam Loureiro da Silva - professor