Regional

Assentada nega dano ambiental

Aurélio Alonso
| Tempo de leitura: 1 min

Pederneiras - A vice-presidente do Assentamento Terra Nossa, Ivete de Almeida, afirmou ontem à tarde que as 160 famílias assentadas na gleba 1 no horto de Aimorés, em Pederneiras (27 quilômetros de Bauru), não estão envolvidas nos danos ambientais na área e nem autorizadas a vender eucaliptos e produzir carvão.

O Ministério Público Federal (MTF) de Bauru abriu um inquérito para apurar suposto crime ambiental no assentamento. A Procuradoria da República quer saber se o corte de eucaliptos e a produção de carvão têm licença dos órgãos ambientais.

Segundo Ivete, o Terra Nossa está negociando com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para obter autorização para vender parte da madeira (eucalipto) e com a quantia arrecadada utilizar em investimento nos lotes, mas por enquanto não tiveram permissão.

O grupo, ligado à Federação da Agricultura Familiar e à Central Única dos Trabalhadores (CUT), está assentado em parte da área há cerca de dois anos e meio.

Ela afirma que a apuração do MPF se trata dos assentados da gleba 2 que tem produção de carvão. “Não podemos ser responsabilizados ou difamados por crimes no qual não cometemos. Não se pode generalizar uma vez que 160 famílias estão vivendo na miséria, porque o Incra não está tratando a gleba 1 com igualdade”, declarou. No mesmo local há outro grupo de assentados de 250 famílias, cuja direção a reportagem não conseguiu contato até o fechamento desta edição. Eles têm autorização para vender a madeira e estaria produzindo carvão.

“Queremos direitos iguais, porque eles tiveram autorização do Incra para vender a madeira, mas não pretendemos produzir carvão, porque discordamos por provocar danos ambientais”. declarou.

A direção do Incra em São Paulo não foi localizada ontem.

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