Ourinhos - Uma moradora de Ourinhos (130 quilômetros de Bauru) denunciou ontem uma suposta agressão sofrida no final da sessão da Câmara da última terça-feira. A suposta violência teria sido promovida por dois seguranças da Casa a mando do presidente como represália por ela cobrar o movimento diário, que deixou de ser exposto no mural. Antonio Amaral Júnior (PT) nega as acusações e diz que teve que tomar uma atitude diante do desrespeito que vinha sendo provocado pela moradora.
Elizete Aparecida Silva garante que registrou o fato na polícia local porque foi agredida e se sentiu violentada em seus direitos. “Eu quero saber os gastos da Câmara. Vivemos em uma democracia. Estou fazendo a cobrança desde junho. Acredito que isso tenha gerado a insatisfação dele.”
Ela conta que saiu da sessão para ir ao toalete e ao tentar voltar foi impedida pelos seguranças. “Fui empurrada. Eles me pegaram pelo braço. Registrei BO e fiz exame de corpo de delito.”
Toninho do PT, como é conhecido o presidente, nega as agressões e explica que teve que tomar uma atitude porque Elizete Silva não estava respeitando o local. “Vários vereadores foram ofendidos por ela e pediram para que eu tomasse uma atitude. Como presidente da Casa pedi aos seguranças que impedissem ela de retornar, uma vez que já tinha deixado o local.”
Com relação ao movimento diário, Toninho do PT diz que o documento está sendo colocado em dia esta semana, porque houve problema no setor de Finanças. O Ministério Público apura desde o ano passado o envolvimento do tesoureiro da Casa num suposto esquema de desvio de recursos públicos. O servidor investigado conseguiu licença médica e está afastado por 3 meses. O promotor de Justiça Aguilar Cordeiro notificou à Câmara, após representanção que acusa Toninho de não afixar o movimento diário. O vereador diz que pretende atender a promotoria, mas ainda está dentro do prazo da notificação e está regularizando o movimento diário.