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Justiça autoriza DNA no caso Isabella

Folhapress
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São Paulo - A Justiça de São Paulo aceitou parcialmente pedido da defesa de Alexandre Nardoni e de Anna Carolina Jatobá - acusados de matar a filha dele, Isabella Nardoni, 5 anos - para realização de um novo exame de DNA que compare o sangue encontrado no apartamento onde o crime ocorreu com amostras genéticas do casal.

Peritos do Instituto Médico Legal (IML), acompanhados da defesa e da Promotoria, irão coletar o material genético dos acusados hoje, nos presídios feminino e masculino de Tremembé (a 147 quilômetros de São Paulo), onde os acusados estão presos.

Apesar de ter aceitado a realização do exame genético, o juiz Maurício Fossen determinou que o material coletado - mucosa da parte interna da boca, fio de cabelo ou outro material compatível - seja examinado pelo Instituto de Criminalística (IC), e não por peritos apontados pela defesa dos Nardoni, como pedia o advogado Roberto Podval, informou o Ministério Público de São Paulo. “Qualquer desconfiança que os defensores dos réus possam ter no procedimento a ser adotado pelos peritos do IC e do IML seria dissipada com o acesso que lhes foi garantido para acompanharem tanto a coleta do novo material genético quanto no momento em que foram realizados os exames comparativos de laboratório”, afirmou o juiz, em sua decisão.

A realização do exame de DNA foi solicitada por Podval para “provar que não é do casal” o sangue encontrado no apartamento. Na ocasião, Podval disse que não haviam sido coletadas amostras do sangue de Alexandre e de Anna para a comparação com o material colhido por peritos na cena do crime e que se encontra no IC - o que a Promotoria nega.

Acusação

Para a acusação, porém, a realização do exame “não muda em nada” o processo, já que, segundo o promotor Francisco Cembranelli, a Promotoria nunca afirmou que o sangue encontrado no apartamento era do casal.

“Todo o sangue encontrado (no apartamento) era da Isabella. Nunca ninguém disse que era deles. Esse sangue que eles negam ter sido coletado só mostrou (durante as investigações) que a mancha encontrada em uma calça dela (da madrasta) era de Anna Carolina”, disse o promotor. “A contraprova nem deverá ser usada pela acusação. Essa é uma tentativa da defesa de encontrar alguma falha que desqualifique o trabalho da perícia e da acusação”, afirmou.

Para a Justiça, a nova coleta de material genético tem como objetivo “compará-lo com o restante do material que ainda se encontra preservado perante àqueles órgãos públicos” e “visa exatamente dirimir quaisquer dúvidas a respeito da origem daquele material que lá se encontra”. Até o fechamento desta edição, a reportagem não tinha conseguiu localizar o advogado do casal para comentar a realização do exame.

Crime

A menina Isabella morreu no dia 29 de março de 2008, quando foi jogada do sexto andar do prédio onde moravam seu pai e sua madrasta, na zona norte de São Paulo. Os desembargadores da 4.ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo decidiram que o casal deve ser levado a júri popular pelo crime. O julgamento ainda não tem data definida, mas a expectativa da Justiça é que ocorra em 2010.

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