Tegucigalpa - No último dia do prazo acordado para a instalação de um “governo de unidade e reconciliação nacional’’, o Congresso hondurenho não se reuniu nem fixou uma data para votar a restituição do presidente deposto Manuel Zelaya.
Deputados próximos ao presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, buscavam ontem convocar uma sessão extraordinária no Congresso para tratar da restituição do líder hondurenho, enquanto centenas de manifestantes chegavam à capital do país para apoiá-lo.
A indefinição do Parlamento, a ocorrência de dois atentados em Tegucigalpa e o fracasso, até o final da tarde de ontem, das negociações para uma fórmula alternativa para conformar um governo de unidade voltaram a elevar a tensão política em Honduras. Para piorar, o país se preparava para a chegada de uma tormenta tropical.
Aliado de Micheletti, o presidente do Congresso hondurenho, José Angel Saavedra, disse que “não haverá (medidas) dilatórias nem evasão da responsabilidade histórica” de votar sobre a restituição de Zelaya, mas se negou falar sobre datas.
Embora o prazo para formar o governo de unidade nacional fosse ontem, o ex-presidente chileno Ricardo Lagos, chefe da missão da OEA, reconheceu que poderia levar um pouco mais de tempo para cumprir esse ponto do compromisso. As negociações políticas ocorriam enquanto simpatizantes zelayistas se dirigiam ao centro de Tegucigalpa a fim de pressionar pela restituição do presidente deposto.