Bairros

Acidentado pede doação de cadeira de rodas

Juliana Franco
| Tempo de leitura: 2 min

Apesar de ter apenas 39 anos, José Edilson da Silva há alguns meses depende da solidariedade dos cunhados, da esposa Maria Lúcia da Silva e dos vizinhos. Vítima de um acidente de trabalho em uma usina de Maceió (AL), ele perdeu grande parte dos movimentos das pernas. Atualmente se escora em muletas e chora de dores. Há menos de 60 dias em Bauru, a família pede a doação de uma cadeira de rodas, para que Silva possa dar continuidade ao tratamento médico.

Pai de dois filhos, de 16 e de 2 anos, atualmente as quatro pessoas da família vivem com um benefício de aproximadamente um salário mínimo (R$ 465,00). Como depende da esposa para quase tudo, Maria Lúcia também se encontra impossibilitada de trabalhar. “Ele trabalhava em uma usina quando caiu e bateu com as costas. Teve a coluna prejudicada, foi operado, mas infelizmente não teve volta”, conta a esposa.

Antes de mudar para Bauru, Silva passou por três cirurgias. “Ele mal anda. Hoje ele conta com as muletas, mas está difícil dar continuidade ao tratamento, pois dependo dos meus irmãos e eles não estão disponíveis toda hora, precisam trabalhar”, conta Maria Lúcia. “E eu não tenho condições de pagar táxi. Para pegar ônibus, na situação que ele está é impossível”, acrescenta.

Silva e a família moram em um apartamento cedido pela irmã de Maria Lúcia, no quarto andar de um prédio, no Andorinhas 1. “A irmã não tinha mais condições de ajudar eles em Maceió. Como ela tabalha no Samambaia, o seu patrão cedeu uma chácara próxima para ela morar. Por isso que ela teve como colocar a família de José no apartamento”, explica a ex-cunhada de Silva, cozinheira e empregada doméstica Idalina Ferreira. “Ele não consegue andar, se escora em duas muletas e está com os pés inchados. Ele chora de muita dor e não tem como ir ao médico”, acrescenta.

Segundo a família de Silva, com uma cadeira de rodas fica fácil o acesso ao transporte coletivo da cidade. Assim, ele poderá ir aos médicos necessários. Quem puder ajudar pode entrar em contato com Maria Lúcia pelo telefone (14) 8154-5087.

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