Segundo dados da assessoria de imprensa da Caixa Econômica Federal, o banco apresentou saldo de R$ 104,1 bilhões na poupança até o mês de setembro deste ano. Neste período, a captação líquida (o valor do que foi depositado menos o que foi sacado) foi de R$ 6,7 bilhões, o que elevou a participação do banco no mercado para 34,7%. A captação líquida dos depósitos totais no último trimestre computado pela Caixa (julho, agosto e setembro) foi de R$ 5,5 bilhões. Na região de Bauru, a captação foi de R$ 58 milhões.
Na tentativa de melhorar ainda mais este saldo, a Caixa relançou, no início de novembro, a campanha dos Poupançudos. Sucesso entre as crianças e os adultos, a iniciativa distribui os mascotes criados em 2006 para as campanhas de caderneta de poupança do banco. Eles ajudaram a Caixa a bater recorde histórico na captação de poupanças, conta Mauro Gonsales, gerente geral da Caixa de Bauru. Fora do banco desde 2008, os personagens gorduchos, coloridos e animados estão de volta em uma promoção em que, a cada R$ 100,00 depositados na poupança, o correntista ganha um cofrinho dos Poupançudos.
A Caixa é líder no segmento de poupança com 23 milhões de contas, o que corresponde a mais de 30% de todo o mercado nacional.
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História da poupança
A origem da poupança remonta ao início da atividade da Caixa como instituição financeira ainda no século XIX. Aliás, os surgimentos do banco e da poupança estão entrelaçados, uma vez que o banco foi criado para, principalmente, recolher os depósitos dos brasileiros, especialmente aqueles de classes sociais menos favorecidas.
Essa associação pode ser percebida em trechos do Decreto nº 2.723, de 12 de janeiro de 1861, que criou a Caixa Econômica da Corte. No artigo 1º, o então Imperador Dom Pedro II afirmava: “A Caixa Econômica estabelecida na cidade do Rio de Janeiro tem por fim receber, a juro de 6%, as pequenas economias das classes menos abastadas e de assegurar, sob garantia do Governo Imperial, a fiel restituição do que pertencer a cada contribuinte, quando este o reclamar”.
A poupança foi inicialmente concebida como uma reserva monetária para as camadas mais pobres da população, ou, na linguagem popular, como o “pé-de-meia” que serviria de “socorro”.