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Moda e audiovisual são novidades na FIB

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 5 min

As Faculdades Integradas de Bauru (Fib) vão oferecer mais dois novos cursos a partir de 2010. As novidades contemplam o segmento de moda e de audiovisual, com os cursos de tecnologia de design de moda e produção audiovisual. No próximo ano também têm início as aulas da 1.a turma de bacharelado em agronomia.

A faculdade deve abrir processo seletivo ainda este mês para todos os cursos já existentes, especialmente para os novos, de acordo com a coordenadora de marketing, Maria Eugênia Porém.

O tecnólogo de audiovisual faz curtas e longas-metragens, videoclipes, filmes de publicidade e audiovisuais para TV. Esse profissional participa de toda a etapa da produção, roteirização, filmagem ou gravação, iluminação, fotografia, sonorização e edição de imagens. Também presta assistência, elabora orçamentos e faz a divulgação e a comercialização de produtos multimídia. A carreira oferece oportunidades em emissoras de TV abertas e por assinatura, rádios AM e FM de todos os portes, canais comunitários e alternativos, produtoras e estúdios de áudio e vídeo, além de agências de propaganda - segundo o guia do estudante.

Já o tecnólogo em Design de moda atua em toda a cadeia de produção, distribuição, divulgação e comercialização da moda. Cria tecidos, roupas, calçados e acessórios, interpretando as tendências e o comportamento do mercado. É o profissional que trabalha na indústria da confecção. Acompanha a produção e o trabalho de modelistas e costureiros, organiza desfiles e campanhas de marketing. Envolve-se na elaboração de moldes, no corte e na costura das peças e na embalagem e armazenagem de roupas e acessórios.

Também cria estampas e pesquisa novos materiais, texturas e combinações de cores. Como gestor, desenvolve estratégias de negócios para as empresas de moda. Pode, ainda, prestar assessoria de moda para grandes lojas, definindo a disposição dos produtos nas vitrines e escolhendo as coleções a ser compradas, segundo o guia do Estudante.

O diretor administrativo da FIB, José Ranieri Neto, ressalta que em Bauru e região há demandas reprimidas para ambos os cursos novos, uma vez que o design em moda é um profissional muito requisitado em fábricas de calçados como em Jaú e confecções em toda a região.

Já o produtor de audiovisual trabalha junto a emissoras de rádio e TV, e o campo de trabalho em Bauru é vasto.

Para Neto, a organização curricular do curso mantém o equilíbrio entre os aspectos teóricos e práticos da formação, visando assegurar a aquisição de competências e habilidades, com o intuito de sedimentar a formação do profissional conforme o seu projeto pedagógico. “As unidades curriculares contam com uma relação direta entre a teoria e a prática, bem como o desenvolvimento de atividades complementares que se harmonizam com os objetivos gerais do curso”.

Ele visa a capacitação para o desenvolvimento de competências profissionais que se traduzam em produção cultural e design, criando condições para articular, mobilizar e colocar em ação conhecimentos, habilidades, valores e atitudes para responder, de forma original e criativa, com eficiência e eficácia, aos desafios e requerimentos do mundo do trabalho.

Possui a finalidade de formar profissionais voltados para o ramo da moda, que poderão atuar no processo de produção e confecção do vestuário, considerando fatores estéticos, simbólicos, ergonômicos e produtivos; aptos a compreender o mercado, suas tendências e toda a cadeia produtiva e atuar em gestão e marketing de moda.

Produção Audiovisual

O Estado de São Paulo é um importante pólo de produção audiovisual do Brasil. Produz filmes, vídeos e programas de TV que conquistam o respeito da crítica e reconhecimento no Brasil e no exterior. Paralelamente às mudanças científico-tecnológicas na área de produção audiovisual, estão se processando com velocidade cada vez maior nas últimas décadas. São cada vez mais necessários programas regulares de formação profissional.

Os atuais esforços no sentido da regulamentação do setor audiovisual brasileiro indicam que o mercado de trabalho cinematográfico tende a crescer. O mercado audiovisual brasileiro, vem apresentando um relativo crescimento na oferta de postos de trabalho nos últimos anos. Levantamentos setoriais realizados pelo Comitê Executivo de Políticas Públicas do Audiovisual juntamente com as entidades representativas do setor, organizados e divulgados pela Fundacine indicaram, já no ano 2000, as necessidades de formação para algumas funções como técnicos de som, editores, produtores, cenógrafos, figurinistas, entre outras. No panorama nacional, segundo dados do Ministério da Cultura, já em 1997 a indústria audiovisual no Brasil registrava receitas da ordem de 5,5 bilhões de dólares, algo como 1% do Produto Interno Bruto (PIB).

O diretor ressalta que em Bauru, no primeiro semestre do ano 2000, entrou no ar, oficialmente, o Canal Universitário de Bauru (CNUB), com transmissão pelo canal 14 da NET (TV a cabo) local, mantido em parceria, por três instituições de ensino superior de Bauru. Enquadrando-se na Lei Federal n.º 8.977 de 1995, seu estatuto teve como inspiração as experiências em andamento dos canais comunitário de São Paulo e Bauru, mais precisamente, a TV Centrinho/USP. Com sede na Av. Duque de Caxias n.º 4-36, Altos da Cidade, ao lado da sede da NET, é uma entidade sem fins lucrativos. No ar 24 horas por dia, com grade de programação rotativa entre as TVs associadas, TV FIB, TV UNIP e TV USC, retransmitindo também retransmite a programação da Rede Minas de Televisão. Baseia-se no tripé educação, cultura e cidadania e integra a Comissão de Formação da Rede Nacional de Televisão Universitária, que envolve 15 canais universitários do País.

A TV FIB, concebida concomitantemente com as próprias FIB, adquiriu tecnologia digital necessária para a produção dos seus programas e, em novembro de 2000, quando realizou a cobertura da tradicional GrandExpo Bauru, levou ao CNUB, a melhor qualidade de som e imagens por este já transmitida.

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