Também chamada Tupá ou São Domingos de Tupá foi um vilarejo existente nas proximidades do Distrito de Domélia, município de Agudos (13 quilômetros de Bauru), há dois séculos. Próspera e possuidora de água límpida, desapareceu do final do século 19 para 20. Para o oficial de cartório de registro civil de Domélia de 1955 a 1992, Henrique Dyna, um dos conhecedores da região, a queda nas exportações do café fez com que a população procurasse outra região para morar e de Tupá restou as ruínas de um cemitério.
O lugarejo tinha igreja, farmácia, muito café distribuídos em vastas propriedades rurais, mas chegou a ter 3.629 habitantes conforme o censo oficial da Província de São Paulo. A igreja tinha um sino doado por D. João VI e foi destruída após o declínio do vilarejo. A população procurou outro local para viver. A igreja de madeira foi sendo destruída pela falta de conservação.
O aposentado e pesquisador de história Celso Prado, residente em Santa Cruz do Rio Pardo, diz que pelos apontamentos históricos São Domingos foi a boca do sertão e sede de distrito de paz e precedeu a Lençóis Paulista e recebeu foro de freguesia em 28 de abril de 1858. “Tupá é considerada a última povoação da última vila (Sorocabana), a partir da Serra de Botucatu. O Bandeirante Bartholomeu Paes de Abreu, em 1721, referiu-se a essa povoação em um documento à Câmara de São Paulo, para reivindicar o seu caminho para as Minas de Cuiabá”, escreveu Prado, do qual tem um site na Internet com relatos históricos da localidade.
Prado frisa que foi em 1855 que São Domingos se tornou freguesia, como circunscrição eclesiástica regional. A Comarca Eclesiástica de São Domingos abrangia vasta territorialidade, a exemplos dos atuais municípios e adjacências de Lençóis Paulista, Espírito Santo do Turvo, São Pedro do Turvo e Santa Cruz do Rio Pardo.
Através de uma lei datada de 1868, o governo estadual transferiu a sede de distrito de São Domingos para “as margens do rio Pardo”, onde foi instalado o núcleo Santa Bárbara do Rio Pardo.
Um dos trabalhos mais respeitados sobre as origens de Tupá foi feito há cerca de 30 anos pelo frei João Basílio, ex-vigário da Paróquia de São Sebastião em Santa Cruz do Rio Pardo. Na pesquisa, o frei teria encontrado documentos da igreja católica. Em um deles, há registro de um batizado em fevereiro de 1856 na matriz de São Domingos. O pároco à época era o italiano Andrea Barra e o batizado era de Geronymo, filho do casal José Venâncio de Lima e Fabriciana Maria de Jesus. Barra foi assassinado em 1870. Mas o batismo mais antigo encontrado pelo frei foi de Anari, filho de Antonio Rodrigues de Moraes e Anna Aparecida da Conceição, datado de 25 de junho de 1857. O casal era mineiro e residia no bairro de Santa Cruz. Tupá deve ter surgido nos idos de 1800 ou um pouco mais.