Tribuna do Leitor

Favela rural em ponto nobre do coração do Estado


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O local é de fácil acesso, rodovia Bauru Jaú, em frente ao hospital da Unimed, posto Petrobrás e entrada para o bairro Vale do Igapó. Essas terras foram invadidas, estão cortando e vendendo os eucaliptos para construir pequenos casebres com péssimo visual da paisagem.

Até o momento, nenhuma autoridade competente veio a público para questionar e comprovar se existe autorização para o assentamento, se os poços e as fossas são regulares, se a energia elétrica é permitida, se as madeiras, eucaliptos e árvores nativas que estão sendo cortadas, vendidas e queimadas, estão sendo controladas e fiscalizados os seus destinos. Será que fizeram análises daquelas terras de areia para atestarem que são produtivas para a agricultura?

Dizem que cada integrante inscrito aleatoriamente pelo MST receberá de mão beijada do governo federal 5 (cinco) alqueires ou 121 mil metros quadrados, mais ou menos, além de verba financeira, sem contar o dinheiro que já estão conseguindo com a madeira vendida.

Bauru e região há anos necessitam de área ideal para a construção de um terminal de cargas, que ligue rodovia, ferrovia e hidrovia. Bauru e região sabem que o principal atrativo para um empresário instalar a sua indústria, comércio ou serviços é o terreno bem localizado. Quantos empregos diretos e indiretos poderiam se tornar realidade!

Bauru e região agora querem implantar um consórcio, para transformar o lixo urbano de mais de 40 cidades em energia termoelétrica, com a construção de uma usina de reciclagem, outra excelente idéia.

Bauru e região comprando áreas florestais, para conservar e preservar o meio ambiente e carente de áreas industriais, principalmente em beiras de rodovia duplicada.

A pergunta é bem simples, curta e grossa: é permitido, é correto o assentamento do MST, praticamente dentro da cidade? O perímetro urbano está a alguns metros dali e anexo ao Distrito Industrial II. Acordem, Bauru e região, o nosso futuro está em jogo, o placar no momento está adverso para o progresso, reflitam para saberem quem é que está ganhando com esse movimento!

Silvana M. Rodrigues

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