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Órgão é marcado pelo uso político e falta de interesse de participantes

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 2 min

Outra crítica recorrente à atuação dos atuais integrantes do Conselho Municipal de Saúde é de que muitos estariam usando a estrutura como trampolim para projetos pessoais (o que incluiria tentar ganhar visibilidade para futuros vôos eleitorais).

“Não tenho como falar pelos demais membros. De minha parte, só posso responder sobre os objetivos que me levaram a participar do conselho, ou seja, lutar por uma saúde pública de qualidade em nossa cidade”, afirma Marcos Rodrigues Alves, coordenador do órgão.

Ele é diretor do Sindicato dos Trabalhadores Energéticos do Estado de São Paulo (Sinergia), filiado à Central Única dos Trabalhadores (CUT). Entre as propostas de mudança do Conselho de Saúde apresentadas extra-oficialmente aos vereadores está a redução do número de assentos para as entidades de classe (hoje são seis; se a idéia vingar, cairiam para três).

A alegação é de que muitas dessas vagas estariam ociosas. “No que me toca, posso dizer que tento fazer o melhor trabalho possível. A CUT tem encabeçado a luta pelo resgate da saúde pública em Bauru, com audiências públicas na Câmara e passeatas”, afirma Alves.

A falta de interesse dos conselheiros nos assuntos da saúde é outro problema apontado por aqueles que defendem mudanças. Em meados do ano passado, a Secretaria Estadual de Saúde ofereceu cursos gratuitos para que os integrantes do órgão em Bauru pudessem se capacitar. Apenas quatro se dispuseram a participar, segundo apurou a reportagem.

“Não tenho como precisar quantos fizeram o curso, mas posso garantir que o número foi irrisório, sobretudo se levarmos em conta que a capacitação havia sido uma demanda colocada pelos próprios conselheiros”, afirma Alves.

Ele aguarda parecer da comissão eleitoral (composta pelos próprios integrantes) para definir a data da eleição para o órgão. Alves diz não ser contrário a mudanças na estrutura do conselho e admite até a possibilidade de o atual mandato ser prorrogado (isso permitiria que as alterações propostas pudessem entrar em vigor antes de se iniciar a próxima gestão).

“Tudo vai depender do posicionamento da comissão, bem como da plena do conselho. Eu preferiria que a eleição não fosse adiada, pois as pessoas poderiam interpretar isso como uma tentativa de minha parte de prorrogar meu mandato”, diz Alves.

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