Política

Amarildo rebate acusação de omissão e lembra que falou sobre o caso em março

Monise Centurion
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“Venho muito feliz para esta sessão porque vejo que estava no caminho certo”. A declaração é o vereador Amarildo de Oliveira (PPS), que sofreu representação do estudante de Direito Pedro Valentim, ontem (e não na última quinta-feira, como informou), por prevaricação e omissão, na Polícia Federal, e de decoro parlamentar e improbidade, no Ministério Público Estadual, no caso Associação Hospitalar de Bauru (AHB).

“Na questão das denúncias que foram feitas, que atentamente este vereador vem acompanhando, é só recorrer ao Ministério Público, ao promotor Fernando Masseli Helene, para acompanhar a postura desse vereador com relação a dúvidas e fatos. Procurei a OAB diversas vezes para tratar dessas questões, não só do município, mas também do Estado”, afirma.

O pepista alerta para o uso de informações distorcidas na tentativa de desviar o fato. “O que me trouxe à esta Casa é ação, e não omissão. Fui o vereador mais votado desta cidade. Quando procurado pela Nilda (técnica de enfermagem), em fevereiro, no início de março (10/03/2009) saiu matéria do assunto. Eu disse na tribuna, divulguei, inclusive trouxe a cópia do que foi dito para cada vereador em relação à AHB. Pedi ao Ministério Público que apurasse as denúncias mais graves, porque a própria enfermeira não tinha dados, ela tinha informações. Mas era preciso de dados, avançar na questão”, relata.

Sobre as denúncias da ex-funcionária da associação Ivanilda Barbosa Rosa (Nilda) a respeito de perseguições e represálias sofridas por ela por questões sindicais, o vereador diz que as citou na tribuna, assim como de irregularidades administrativas na entidade. Ele afirma que, depois do encontro no HB quando ouviu as denúncias de Ivanilda, não foi mais procurado e estranha o fato de a ex-funcionária procurar a imprensa somente seis meses depois.

“Tenho aqui a ata de quando a enfermeira Nilda acabou relacionando suas denúncias. Essa relação, assinada por ela, não tem a metade ou quase nada do que foi colocada na matéria de domingo. Ela falou em relação ao mau cheiro dos sanitários, das condições de insalubridade, das dificuldades dos funcionários, mas não o relato. Mas não falou de enfermeira abanando paciente”, diz.

Em relação à representação, Oliveira garante que não foi omisso em nenhum momento. “Nós temos teto de ação, não vamos enganar a população. Porque o vereador não é um superagente. Temos que acompanhar os fatos, que denunciar. Quero pedir que fiquem atentas à essa indústria de boataria. E quem é que financia a condição de parasita político, porque recebe por isso. E não produzem absolutamente nada. Desafio qualquer um a provar que este vereador foi omisso. Coloco meu mandato à disposição. Vou rechaçar cada mentira, cada injúria, cada calúnia, vou tratar, principalmente na Justiça.”

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