Rio Branco - Após 19 horas de julgamento, o Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Rio Branco (AC) absolveu nesta madrugada os três últimos acusados - Pedro Pascoal, Aureliano Pascoal e Amaraldo Pinheiro - de participação no assassinato do mecânico Agilson Santos Firmino, o Baiano, em 3 de julho de 1996.
A ação ficou conhecida como crime da motosserra, um dos mais bárbaros assassinatos da década de 90. Os demais acusados pelo crime foram a julgamento em setembro deste ano.
O ex-coronel da Polícia Militar do Estado e deputado federal cassado Hildebrando Pascoal foi condenado a 18 anos. Um primo de Hildebrando e um ex-policial do Acre foram absolvidos.
Apesar de os promotores de Justiça Leandro Portela, Rodrigo Curti e Joana D’Arc Martins se manifestarem pela condenação dos acusados, os jurados decidiram pela absolvição. Diante do resultado, o Ministério Público vai recorrer da sentença.
Segundo a denúncia, ainda vivo, o mecânico teve os olhos perfurados, braços, pernas e pênis amputados com a utilização de uma motosserra, além de um prego cravado na testa. Em seguida, os réus atiraram contra a cabeça do mecânico. O que sobrou do corpo de Baiano foi jogado em uma ontem movimentada avenida de Rio Branco. O filho de Baiano, de 13 anos, também foi morto.
Na quinta-feira, dia 12, ocorrerá o julgamento em que Pedro Pascoal é acusado pelo assassinato de Wilder Firmino, filho de Baiano, ocorrido em 30 de julho de 1996.