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USP adia escolha do novo reitor após bloqueio de manifestantes

Folhapress
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São Paulo - O segundo turno da votação para a reitoria da Universidade de São Paulo (USP), que deveria ocorrer ontem, foi adiado para hoje. Segundo a assessoria de imprensa da reitoria, o motivo do adiamento foi um bloqueio feito por manifestantes, que impediu o acesso dos eleitores ao local de votação. Cerca de 320 pessoas integram o colégio eleitoral, todas membros dos principais conselhos da universidade. Estima-se que em torno de 130 dos 320 eleitores não conseguiram acessar o local de votação. Entre os barrados pelos manifestantes, estavam os candidatos Sylvio Sawaya e Sonia Penin.

Os funcionários e estudantes da USP que boicotaram as eleições alegam que de um universo de quase 106 mil pessoas (86 mil estudantes, 15 mil funcionários e 5 mil professores, segundo a assessoria de imprensa da reitoria), apenas um conselho formado por 320 pessoas pode escolher o nome de três, entre oito candidatos para a reitoria da instituição. A lista será encaminhada ao governador do Estado, José Serra.

A votação está remarcada para as 13h30 de hoje, em um local diferente do bloqueado ontem. O novo local será divulgado apenas aos eleitores, por e-mail, medida prevista em resolução da universidade.

Oito professores concorrem aos votos para integrar uma lista tríplice, de onde será escolhido o próximo reitor da universidade. Caberá ao governador José Serra (PSDB) eleger um entre os três mais votados.

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