Geral

Algumas cidades viraram ‘ilhas’ de luz

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 1 min

Enquanto metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro ficaram totalmente na escuridão, além de cidades grandes e médias que também estiveram inteiramente na penumbra, caso de Bauru, durante o blecaute aproximado de cinco horas entre a noite de terça e madrugada de ontem, outros municípios “no mapa da pane”, boa parte cidades pequenas, não sentiram os efeitos ou tiveram seqüelas mínimas do apagão.

Na região, cidades como Botucatu e Lençóis Paulista permaneceram iluminadas enquanto que todo o Estado estava às sombras. Isso, de acordo com Carlos Augusto Kirchner, diretor regional do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo, foi possível graças ao rompimento momentâneo, em pequenas “ilhas” de fornecimento, das linhas de transmissão, assim que houve a falha no sistema nacional de distribuição de energia.

“O correto é ‘ilhar’ o problema”, atesta. “O sistema todo é interligado, mas, quando ocorrem problemas do gênero, existe a separação”, explica. Segundo ele, as subestações bloqueiam a integração nacional e buscam fontes de abastecimento alternativas, geralmente propiciadas por geradoras locais, independentemente à quantidade de eletricidade demandada pela localidade. “É utilizada energia gerada por usinas locais ou até mesmo a eletricidade produzida em outro lugar”, salienta o especialista.

Comentários

Comentários