A alguns minutos do Recife, está a cidade conhecida por suas estreitas e centenárias ruas de paralelepípedos e pela ginga de seus moradores. Mesmo fora do período do Carnaval, sempre há um ou outro dançarino incentivando um turista a se arriscar no frevo de Olinda.
Se você quer conhecer todas as belezas da cidade, não ligue para as ladeiras e leve um bom par de tênis. Aí, estará preparado para se aventurar pelos caminhos que passam por casarões coloniais, igrejas, museus e ateliês.
Com um pouco de fôlego, chega-se ao alto da Sé, onde está localizada a Catedral Nosso Senhor Salvador do Mundo. A vista de lá é inesquecível. Ó linda cidade, que agora, com o banho de loja que vem recebendo, se tornou imperdível.
Olinda, distante apenas oito quilômetros de Recife, guarda surpresas maravilhosas em suas ruas, casas, igrejas, sobrados avarandados, igrejas e capelas. Cidade costeira banhada pelo oceano Atlântico, foi fundada pelos portugueses, tornando-se precursora no desenvolvimento cultural, especialmente em áreas como literatura, artes plásticas e teatro.
Tombada pela Unesco como Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, Olinda também é conhecida por promover um dos maiores e mais irreverentes carnavais de rua do Brasil.
Os sons do frevo, do maracatu e das marchinhas embalam milhares de pessoas, que descem e sobem as ladeiras e se aglomeram nas estreitas ruas que cortam a cidade.
Alto da Sé
Um dos bairros mais populares de Olinda é o Alto da Sé, onde se encontram a igreja e o mirante do mesmo nome, além de uma ótima feira de artesanato. Desde que foi construída, inicialmente de taipa, a igreja passou por várias reformas até sua fachada ganhar um estilo colonial renascentista e barroco, em 1983.
O mirante fica no largo da igreja, na rua Bispo Coutinho, e proporciona uma vista belíssima de quase toda a cidade e do Recife, incluindo os telhados do casario antigo, a Praia Del Chifre, parte do rio Capibaribe, o porto, o bairro de Boa Viagem e o Oceano Atlântico.
Já o Centro de Artesanato é formado por pequenas lojas e barracas que vendem de tudo, de roupas a uma infinidade de lembrancinhas da região com o nome Olinda estampado. Os dias de maior movimento são segunda e terça-feira, segundo um dos vendedores do trecho. “O pessoal que vêm no final de semana só quer comer”, conta ele.
A propósito, não deixe de provar uma das delícias típicas feitas nas barracas: há tapiocas, acarajés e queijos. Outro sucesso entre os turistas e foliões é o licor “Pau de Índio”, elaborado com 32 ervas. Os vendedores das dezenas de lojas de artesanato de Olinda garantem que é afrodisíaco. “Para agüentar descer e subir as ladeiras, durante o Carnaval, só tomando o licor”, diz. Na loja Marcos de Olinda, cada garrafa custa cerca de R$ 2,00.
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Frevo
O frevo, que encanta os turistas que vão a Pernambuco, surgiu no Recife há mais de 100 anos. Seu nome vem de “ferver, fervura” e resume bem o entusiasmo e a paixão de seus dançarinos. Derivado da uma gama de ritmos que vão desde o schottisch austríaco e da polca até o dobrado e a marcha, foi inicialmente chamado “marcha nortista” ou “marcha pernambucana” e nos primórdios trazia capoeiristas à frente do cortejo. Até as sombrinhas coloridas, usadas nos passos de dança, seriam uma estilização das utilizadas inicialmente como armas de defesa dos passistas.
O gênero musical se divide em três tipos: frevo de rua, instrumental e feito pra dançar, que ainda se subdivide em frevo de abafo, frevo-coqueiro e frevo-ventania; frevo canção, versão cantada que já foi interpretada por grandes nomes da música; e frevo de bloco, executado por orquestra de pau e cordas e chamado pelos compositores mais tradicionais de “marcha-de-bloco” – suas letras e melodias geralmente trazem um misto de saudação e evocação. Dois de seus mais conhecidos compositores são Nelson (Heráclito Alves) Ferreira (1902-1976) e Capiba (Lourenço da Fonseca Barbosa, 1904-1997).
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O Mercado Público
O artesanato é um ponto forte do Recife. O Mercado Público São José e a Casa da Cultura estão entre os melhores lugares para comprar objetos dos artesãos e garantir as lembrancinhas dos amigos. A preservada Casa da Cultura é a antiga Casa de Detenção de Recife. Lá, cada cela virou uma lojinha de artesanato. O passeio dá certo arrepio nos corações mais sensíveis. No Mercado São José, onde os recifenses compram frutas, verduras e peixes, mais da metade das barracas vendem artesanato. Você vai encontrar desde caixinhas de palha até bolsas pintadas. E vale a pena pechinchar.
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Espelhos d’ água
Recife, nossa Veneza Brasileira, também tem “gôndolas”. No caso, os barcos da empresa Catamaran Tours, que realiza tours às 16h e 20h, de terça-feira a domingo, com embarque no Cais das Cinco Pontas, no bairro de São José, onde fica o restaurante Catamaran. Uma cervejinha acompanhada de agulhinhas, aqueles peixinhos do Nordeste, é tudo o que se precisa para depois partir pelo rio refletindo os prédios do bairro antigo, iluminados.
O roteiro inclui os principais pontos históricos e culturais do Centro, como o Palácio da Justiça, o Parque das Esculturas (instalado no Marco Zero da cidade) e as pontes seculares – uma atração à parte, que rendeu a Recife o título citado de “Veneza brasileira”.
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Museu do Mamulengo
Na rua Bispo Coutinho, fica a Igreja da Misericórdia e a ladeira homônima. É ali que o pintor e guia turístico Ramilson Dumonte de Freitas, costuma vender suas gravuras a partir de R$ 15,00. Ele e outros rapazes também se encarregam de levar os turistas aos lugares mais conhecidos da cidade. E sabem de cor a “ladainha”: “Olinda tem 22 igrejas, 11 capelas, quatro museus e três mercados”. Outras peculiaridades da cultura regional são o bumba-meu-boi, os caboclinhos, a ciranda, o coco de roda e os famosos bonecos conhecidos como mamulengos. Se quiser vê-los de perto vá ao Mercado da Ribeira (rua Bernardo Vieira de Melo, s/nº). Fica instalado numa área que serviu para a negociação dos escravos e hoje abriga o Museu do Mamulengo e lojas de artesanato.