Lençóis Paulista - O recurso da ação de impugnação de mandato eletivo movido pelo candidato a prefeito de Lençóis Paulista Ailton Aparecido Tipó Laurindo (PV) vai ser julgado hoje na capital pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Ele pede a cassação do mandato da prefeita Izabel Cristina Campanari Lorenzetti (PSDB) e do vice Luiz Carlos Trecenti (DEM) por suposto abuso do poder econômico, político e de autoridade.
Na ação eleitoral, Laurindo cita suposta compra de voto, gastos ilícitos em campanha, distribuição de mercadorias do supermercado Santa Catarina, distribuição de dinheiro a motoristas para participação em carreata e uso indevido de dois veículos de comunicação da cidade – um deles um jornal e uma rádio de propriedade do marido da prefeita.
Na ação há cópia de gravação em CD que flagra o então chefe de gabinete Edvaldo Pavanatto na gestão do prefeito José Antônio Parise (PSDB) autorizando a compra de mercadoria em um supermercado possivelmente com recursos públicos para pagamento de churrasco a um eleitor. O material foi gravado com câmera escondida. Em depoimento Pavanatto afirmou que pagou com recursos próprios.
Em primeira instância, a ação foi julgada improcedente e o Ministério Público opinou pelo arquivamento devido a falta de provas consistentes.
O advogado do ex-candidato do PV, Gilson Aguiar, afirma que ação está bem fundamentada e tem provas contundentes do abuso do poder econômico, político e da compra de voto.
Na Justiça Eleitoral ainda tramita uma outra ação contra a prefeita que a acusa de distribuir cestas básicas e pagar combustível a eleitores que concordassem em colocar o boton da candidata. A ação ainda vai a julgamento.
O advogado da prefeita de Lençóis Waldir Gomes disse ontem à noite que a ação de impugnação de candidatura é repetitiva, porque já houve outra ação semelhante. “Ele tenta forçar essa situação, apresentando uma gravação com uma pessoa que se dizia que era estudante pedindo carne para formatura. Em ação específica, em relação ao vídeo, o TRE julgou improcedente a ação. A prova foi ilícita”, disse Gomes. Ele afirmou que não há motivo para o tribunal mudar a decisão de primeira instância da Justiça de Lençóis Paulista.