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Anvisa proíbe câmaras de bronzeamento artificial

Folhapress
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São Paulo - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu no Brasil o uso de equipamentos para bronzeamento artificial de finalidade estética que utilizam tecnologia de emissão de radiação ultravioleta. A partir de ontem, nenhuma clínica do País pode realizar o procedimento.

A decisão se baseou em dados colhidos na audiência pública aberta pela agência semanas depois da divulgação de um estudo pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em julho deste ano, a Agência Internacional para Pesquisa do Câncer (Iarc), vinculada à OMS, alertou para o aumento do risco de câncer devido à utilização do equipamento, que passou de “causa provável” para “causa concreta” de tumores de pele. Especialistas internacionais concluíram que o risco é elevado em cerca de 75% quando se utiliza a câmara de bronzeamento antes dos 30 anos.

O governo considerou esse estudo e também uma resolução de abril deste ano, que determina que “os possíveis riscos associados à tecnologia devem ser aceitáveis em relação ao benefício proporcionado pelo uso do produto”. Também reconhece a dificuldade para determinar níveis de exposição seguros.

Ficam de fora da proibição equipamentos com emissão de radiação ultravioleta destinados a tratamento médico (para psoríase, por exemplo) ou odontológico, desde que registrados na Anvisa.

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