Interessante e provocativo o artigo do professor Paulo César Razuk, sob o título acima, na edição da última terça-feira. Não é fácil explicar a física quântica sem preconceitos ou cair nas armadilhas do misticismo. Mui sensatamente evitou os abismos da cosmologia, epistemologia, teologia, mundos paralelos, etc. Exemplo conhecido é o de Carl Jung, que se perdeu no pantanal místico. E também porque todo espaço do jornal não seria suficiente para discutir esses assuntos.
Mesmo o caminho seguido pelo professor Razuk para explicar nossa existência e a Mente Una não é livre de perigos. Difícil conceber que somos meras probabilidades. Einstein nunca aceitou que Deus “jogasse dados com o Universo”. E a hipótese surpreendente do Nobel Francis Crick, afirmando que a mente é apenas a somatória dos neurônios? Mesmo porque, comprovadamente, a única parte da mente comum a toda humanidade é o inconsciente coletivo, herdado de nossos ancestrais africanos.
É uma discussão apaixonante, interminável e, sob certos aspectos, a razão de nossa própria existência.
Elder Gadotti