PALMEIRAS É UM LÍDER EM PÂNICO
Não nego que o Palmeiras teve raça, já que perdia por 2 a 0. Mas o empate diante do Sport teve sabor de derrota, porque time que quer ser campeão tem que se impor, vencer, principalmente quando joga em casa e contra um lanterna. Como lembrou o goleirão Marcos, o Alviverde ocupa uma amarga liderança e precisa melhorar muito para conquistar o título, além de depender dos outros. A partida de quarta-feira, no Palestra Itália, que abriu a trigésima-quinta rodada do Campeonato Brasileiro, foi emocionante, com o gol do empate palmeirense surgindo no fim. O Palmeiras recuperou a ponta, com os mesmos 59 pontos do São Paulo, mas sua situação é difícil, porque o Tricolor tem um jogo a menos e se vencer o Vitória, amanhã no Morumbi, pode disparar em primeiro. Além disso, o Palmeiras pode cair para a quarta colocação, caso Flamengo e Atlético Mineiro ganhem do Náutico e Coritiba, respectivamente. De outro lado, o lanterna Sport está matematicamente rebaixado, porque faltando nove pontos em disputa, o time pernambucano não pode mais alcançar o Botafogo, que tem 41 pontos e é o primeiro clube fora da zona da degola. O Sport pisou na bola durante toda a competição, principalmente nos dois últimos jogos, quando vencia ambos por 2 a 0, mas acabou perdendo para o Cruzeiro e empatando com o Palmeiras. Mas futebol é caprichoso. O Verdão tropeçou também contra Náutico e Fluminense, outros lanternas.
EFEITO SIMON
Jogadores do Sport e antipalmeirenses atribuem a possível falha do árbitro Elmo Alves Cunha ao ‘efeito Simon’. “Não temos culpa se o Simon errou. Não fomos nós que erramos. Quando a bola foi lançada na área, eu, o Magrão, todo mundo parou, porque o juiz apitou”, disse o ala Élder Granja. A bola saiu da área e no retorno, o juiz apitou quando Danilo dominou, antes de chutar e empatar. Eu parei, porque eu não sou surdo. Eu ouvi o apito”, ironizou o goleiro. O próprio Danilo confirmou. “Eu ouvi o apito. Não estava impedido e fiz o gol. Se não estava impedido, então vão reclamar do quê? O Simon nos roubou e ninguém falou nada”, comentou o zagueiro. Já estão chamando o árbitro goiano de Simon do Sport. Nada como um dia – digo, um jogo, após o outro.
REVOLTA
No vestiário do Sport, o sentimento era de tristeza e revolta. “Estávamos segurando a pressão, mesmo com um jogador a menos. Mas num lance em que o juiz acabou errando, fomos prejudicados”, disse Magrão. Segundo o goleiro, a expulsão de Durval também foi injusta, porque a falta do zagueiro não foi para cartão nenhum. Como digo sempre, arbitragem é um problema mundial. Um time é prejudicado num dia e beneficiado no outro. E vice-versa. Com certeza, os erros vão continuar, porque no futebol, um dia é da caça e outro do caçador. Me preocupo com coisas mais importantes, como o descaso com a saúde pública, por exemplo.
LATINHA
O pessoal do meio chama televisão de telinha e rádio de latinha. Comecei minha longa estrada na Rádio Terra Branca, agora 710. Costumo ver jogo pelos dois órgãos de divulgação ao mesmo tempo, e até prefiro as transmissões radiofônicas, que são mais dinâmicas. Os narradores, comentaristas e repórteres são mais completos, antenados e não fazem média.
TELINHA
Se os caras da latinha são mais autênticos, não digo o mesmo em relação aos da telinha, principalmente da Globo, que seguem a lei da compensação. Por exemplo: afirmam que o árbitro não marcou um pênalti para o Palmeiras, mas que não deu um para o São Paulo. Que o gol do Corinthians foi impedido, mas que no do Santos, fulano colocou a mão na bola – procuraram sempre agradar os dois lados. O companheiro Adílson Camargo ouviu os repórteres da Rádio Globo, que estavam atrás do gol do Sport, garantirem que o juiz tinha apitado antes do gol. Eu ouvia a Tupi, que confirmou. A TV Globo faz lobby para a volta dos pontos corridos, mas a queda de audiência é por outros motivos, como ficar em cima do muro. Neto, da Band, disse, no intervalo, que o Palmeiras saiu no lucro quando perdia para o Sport por 2 a 0.
CHIQUE NO ÚRTIMO
O Santos atravessa mesmo uma fase ruim, caindo desta vez diante do seu homônimo mexicano. Mas o Peixe recebeu bela grana pelo amistoso de quinta-feira, na inauguração do Estádio Santos Modelo, com direito a um show do cantor porto-riquenho Ricky Martin, e a presença de grandes personalidades. Entre elas Pelé, Felipe Calderón, presidente do México, e Joseph Blatter, presidente da Fifa.
ÁGUA NO CHOPE
O Botafogo de Ribeirão pode não ter Christian Vieri no próximo Paulistão. O Boavista, que no ano passado começou disputar a Primeira Divisão do Campeonato Carioca, oferece uma proposta bem melhor ao atacante italiano. O Boavista é de Saquarema, Região dos Lagos.
MEMÓRIA
Campeonato Brasileiro de 2005: Fortaleza 1 x 0 São Paulo, no Castelão, gol de Clodoaldo. Árbitro: Jamir Carlos Garcez. Fortaleza: Albérico; Amaral, Márcio Goiano, Ronaldo Angelim e Giba; Dudé, Erandir, Paulo Isidoro (Marcelo Lopes) e Lúcio; Rinaldo e Alex Afonso (Clodoaldo). São Paulo: Rogério Ceni; Flávio Donizete, Lugano e Edcarlos; Cicinho, Mineiro, Josué, Danilo e Júnior; Amoroso (Grafite) e Cristian (Thiago). Técnico: Paulo Autuori.
AQUELE ABRAÇO
Aquele abraço Fabiano Mariano, esportista nota 10, brilhante vereador, que não tem medo de botar a cara para bater.