Tegucigalpa - A Corte Suprema de Honduras demorará ao menos mais uma semana para se pronunciar sobre a possibilidade de retorno do presidente deposto Manuel Zelaya. Até a próxima quarta-feira, uma comissão da corte deverá apresentar relatório para votação pelo plenário do órgão. O parecer da Corte Suprema é aguardado pelo Congresso antes de o órgão votar a volta de Zelaya. O líder deposto acusa o governo golpista de utilizar “táticas dilatórias” para impedir sua restituição.
Pobres prejudicados
Os hondurenhos pobres estão passando fome e as crianças doentes não têm acesso a remédios depois que os doadores cortaram o auxílio humanitário ao país após o golpe de junho que depôs o presidente Manuel Zelaya, afirmaram médicos e funcionários de agências humanitárias.
As cozinhas que fornecem sopa fecharam, medicamentos estão escassos, médicos estrangeiros cancelaram viagens a Honduras e secou a verba para os pobres tocarem pequenas empresas, aumentando o desemprego.
Com Honduras já afetada pela crise econômica global, bancos internacionais de desenvolvimento, a União Européia e o presidente venezuelano, Hugo Chávez (aliado próximo de Zelaya), congelaram os programas de doação após o golpe de 28 de junho, apoiado pelos militares.
Honduras obtinha cerca de 1 bilhão de dólares por ano em empréstimos estrangeiros, ajuda humanitária e combustível subsidiado da Venezuela, cerca de 20 por cento do orçamento nacional.
Os Estados Unidos ainda fornecem ajuda humanitária, mas a União Européia suspendeu aproximadamente 97 milhões de dólares em assistência e o Banco Mundial cortou 270 milhões de dólares em empréstimos. O Banco Interamericano de Desenvolvimento segurou 50 milhões de dólares.
A ministra das Finanças de Honduras, Rebeca Santos, diz que cerca de 450 milhões de dólares em crédito e assistência estão congelados.