Além de domingo, hoje também é um feriado nacional. E você sabe por que esta data é importante? Há 120 anos, ou melhor, no dia 15 de novembro de 1889, houve a Proclamação da República e o Brasil deixou de ser monarquia para se tornar república, uma mudança importante para nossa história.
Durante a maior parte do século 19, de 1801 a 1900, o Brasil foi uma Monarquia, ou seja, um governo em que reis ou imperadores comandavam por toda a vida e, quando morriam, passavam a coroa para os filhos. Essa forma de governo hereditário era, na época, muito comum na Europa, mas na América o Brasil era o único país que ainda o mantinha e, no caso, quem governava a nação era o imperador Dom Pedro II.
Nos demais países, como os Estados Unidos da América, por exemplo, o regime já era republicano e, nesse tipo de governo, um presidente é eleito pelo povo e seu mandato é temporário, como acontece hoje, com eleições presidenciais sendo realizadas a casa quatro anos.
A professora Sônia Mozer, que dá aulas de história do Brasil, conta que naquela época o governo do imperador Dom Pedro II estava bastante desgastado porque parte da população considerava que sua forma de governar não era moderna.
Somado a isso, os militares estavam descontentes porque não participavam da política e os fazendeiros de café, maior força econômica da época, estavam insatisfeitos porque queriam um espaço maior no governo. Todas essas razões levaram a um desgaste político, que explodiu no dia 15 de novembro de 1889, quando foi proclamada a República.
“Essa foi uma conquista importante para a nação porque, caso a população erre na escolha e o presidente não faça um bom governo, isso será por pouco tempo, e não há necessidade de revolução ou violência para resolver o problema, já que outro presidente poderá ser eleito”, explica Sônia.
Como isso aconteceu?
Sobre as passagens históricas do Brasil, a criançada do 1º ano do ensino fundamental da Escola Criarte está afiada. “Eu sei que por causa da Proclamação da República hoje são os presidentes quem tomam as decisões e o povo é quem os elege”, responde Pedro Magalhães Guizardi, 7 anos.
E ele está certo. De acordo com Sônia, houve a declaração de um militar chamado Marechal Deodoro da Fonseca de que o governo do imperador estava derrubado e que, no seu lugar, haveria um governo republicano liderado por ele e por tempo determinado.
“Isso foi feito por um exército militar apoiado por fazendeiros de café”, completa a professora de história. Porém, não houve batalhas para tal mudança porque Dom Pedro II não teve reação contrária. Ele aceitou sair do governo e a família real foi mandada para a Europa.
“A nossa bandeira também ficou diferente depois da Proclamação. Antes, ela tinha um brasão, e agora tem a frase Ordem e Progresso”, aponta a esperta Beatriz Melero Silveira, 6 anos.
Em sala de aula, assim como Beatriz, seus amigos João Pedro Aguiar de Oliveira e Bruno Reche Rosa, ambos de 6 anos, e Sofia Ferreira Conti, 7 anos, gostaram mesmo da atividade após a explicação da professora Cristina Messias Cabestré. Eles preencheram as palavras que faltavam no texto sobre a Proclamação da República e pintaram uma linda bandeira. “Gosto da cor amarela da nossa bandeira porque representa as riquezas do Brasil, como o ouro e o petróleo”, diz Sofia.
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Saiba mais
A maior parte do Brasil não participou da mudança de regime entre Monarquia e República e somente ficou sabendo após o acontecido. Durante muitos anos, o voto era aberto e todos sabiam quem seria o escolhido pelo eleitor. O que tirava a sua liberdade era o fato de votar obrigado em alguém e não por escolha própria.
Esse regime foi coordenado por fazendeiros e ficou conhecido como coronelismo e, além de ser aberto, apenas homens alfabetizados e maiores de idade tinham direito ao voto.
Você pode encontrar um montão de coisas sobre a história do Brasil no Museu da República por meio do site http://www.republica online. org.br.