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Perfil feminino deve ser considerado na confecção de calçados

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

A maneira como as mulheres se comportam perante a sociedade, suas vontades e necessidades são itens que não podem ficar fora da fabricação de calçados. Para orientar os calçadistas, Adriana Papavero da WGSN, considerado o maior portal para pesquisa de tendência de moda, fez uma palestras para os fabricantes de sapatos da Capital do Calçado Feminino na última semana.

Segundo ela, a empresa inglesa trabalha com informações de tendência antecipada com até dois anos. As cores do verão 2011 já estão no ar faz um bom tempo. “Oferecemos informações de passarela, feiras, vitrines e resumos de tendências.”

Papavero explica que, além dessa parte, a empresa ainda oferece dados importantes sobre o comportamento de consumo. “Fazemos palestras sobre o universo feminino. Sobre as gerações e como essas mulheres se portam. O que elas gostam, o que elas consomem e principalmente como o grande varejo deve se comportar perante essas mulheres.”

Seguindo a tese da diretora comercial, o universo feminino pode ser dividido em duas gerações: boomer e X.

“A mulher da geração boomer, em sua maioria, tem idade acima de 45 anos. É mais madura e tem situação financeira definida, muito boa. Começou a trabalhar muito cedo, pertence à geração do pós-guerra.”

Essa mulher procura um serviço impecável e o lojista tem que primar pelo bom atendimento. “Varejista tem que focar num serviço bom. Um ponto de venda bacana para atender essa mulher.”

O tratamento dispensado para as mulheres tem dois itens que não podem faltar. “A qualidade da peça e o atendimento honesto. Quando ela experimenta um calçado, a vendedora tem que ser honesta na opinião. Dizer a verdade é fundamental. Tem que, de maneira adequada, falar se não ficou legal, que a peça não se encaixou tão bem no pé dela.”

Para os casos que não agradam, a vendedora tem a opção de oferecer uma peça que se encaixe mais no perfil daquela mulher, ensina. “Tem que mostrar outros sapatos que possam agradar a consumidora. Algo que ela se encante.”

Falar a verdade é super importante tanto para geração X como para a boomer. Permitir que essa mulher leve para casa um produto que não se encaixa ao perfil dela é quase um sinônimo de perda da compradora. “Se ela levar um sapato que não ficou legal nela, ela olha a peça e se arrepende da compra. Retorna à loja só em caso de reclamação. O lojista acaba perdendo a consumidora”, sentencia.

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Geração X

As mulheres da Geração X estão entra 26 e 28 anos, portanto mais jovens. “Esse público se cruza muito. Não é porque você faz 26 anos que vira uma X ou faz 45 e vira uma boomer. Na verdade existe uma intersecção entre essas gerações. Os perfis se encaixam muito.”

Assim como as boomers, as mulheres da geração x se sentem muito mais jovens. “Elas se cuidam muito e valorizam a beleza, os cuidados consigo mesma. São verdadeiras equilibristas. Vieram de pais divorciados então são super independentes. Encaram o plano de carreira como mais importante até que a maternidade e em muitos casos, postergam o nascimento do 1o filho.”

O mantra dessa geração, segundo Papavero, é “Meus filhos são importantes, mas eu também sou. Eu quero ser feliz.”

O grande varejo não pode deixar de dar atenção a essa geração. “Enfim, todos os fornecedores têm que dar opções para elas se divertirem, com essa criança, junto com a família.”

Assim como as boomers, as mulheres da geração X procuram conforto, mas não dispensam a beleza.

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