Tribuna do Leitor

Afronta à nossa autonomia


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Vergonhosa e covardemente aceita, nossa autonomia policial vem de ser violentada com o beneplácito de nosso governo, que no momento só está preocupado com o pleito programado para o próximo ano, daí a necessidade de aparentar tolerância a tudo. O presidente hondurenho, Zelaya, deposto por seus concidadãos por razões interna corporis, que não nos cabe questionar, já que em briga de marido e mulher ninguém deve meter a colher, encontrando abandonado e indefeso o prédio onde se instala nossa embaixada naquele minúsculo país e que, por força das Convenções Internacionais, representa uma extensão de território, acompanhado por setenta comparsas invade, manus militarii, o prédio, apoderando-se de tudo quanto nele existe e, sobretudo, do nosso pendão auriverde que permanece hasteado às suas costas, protegendo-o. Sem se confessar invasor, faz questão de apresentar-se como mera personalidade, ou como virtual presidente, e jamais como “asilado político”, recusa-se terminantemente a ser considerado e tratado como tal. É, portanto, um mero invasor e usurpador de um pedaço do Brasil. Com seus asseclas, ali dorme, come e faz a sua politicagem à custa de nós brasileiros, da mesma forma como agem os integrantes do MST, que é subvencionado pelo Governo Brasileiro. Cabendo ao ilustre ministro das Relações Exteriores, sr. Celso Amorim, a adoção das imediatas medidas tendentes a exigir do “governo instalado (legal ou ilegalmente)” na Guatemala, a imediata desocupação do prédio da Embaixada, eis que não se tratava de alguém solicitando” asilo político”. Nas poucas entrevistas dadas à Imprensa, o governo brasileiro, por seus lídimos representantes ou porta-vozes, mostrou-se titubeante e acovardado, como sempre faz diante das estapafúrdias invasões do MST a prédios públicos ou particulares.

A criminosa omissão governamental está a exigir do Congresso e do STF, ou de quem de direito, urgentes medidas moralizadoras e punição dos responsáveis pelo abuso que Zelaya insiste em cometer impunemente. Se os países membros da OEA querem se envolver na briga de marido e mulher hondurenhos, não nos cabe interferir, mas não podemos ficar indiferentes aos insultos dirigidos ao Brasil. Que retirem de lá da sala usada pelo Zelaya para os seus conchavos e entrevistas o nosso sagrado Pavilhão Nacional. Respeitem e preservem o nosso verde e amarelo.

O Brasil não pode continuar a ser insultado impunemente. Dêem ao Zelaya uma bandeira do MST, camisetas vermelhas e bonés. Já que a Casa Civil está indiferente e apenas ocupada com a campanha eleitoral, que se incumba a “Casa Militar” ou o Ministério Público Federal.

Jairo Goffi – OAB/SP 32863

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