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Tucano minimiza ‘efeito Ciro Gomes’

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 2 min

O secretário estadual da Educação, Paulo Renato de Souza, preferiu minimizar os impactos que uma possível investida de Ciro Gomes (PSB) sobre o Palácio dos Bandeirantes poderia trazer ao ninho tucano. “Se ele quiser ser candidato, tem todo o direito de fazê-lo”, disse, ontem pela manhã. O PSDB, partido de Paulo Renato, comanda o Estado desde 1996, exceto por um breve período no final de 2006, em que Claúdio Lembo (DEM) esteve à frente do governo.

Ciro, que participou da fundação do PSDB (foi eleito governador do Ceará pela legenda), acabou afastando-se do partido e hoje se apresenta como crítico feroz do governador José Serra, de quem é desafeto pessoal.

Desde 2003, Ciro está filiado ao PSB, legenda que integra a base de sustentação do presidente Lula. Recentemente, as fileiras do partido foram engrossadas com a filiação do vereador paulistano Gabriel Chalita, um tucano de nascença que, por ironia, foi secretário da Educação no governo de Geraldo Alckmin.

Analistas acreditam que o fogo de um ex-amigo, como é o caso de Chalita, pode causar estragos consideráveis na candidatura tucana em São Paulo. Questionado sobre essa hipótese, Paulo Renato preferiu desconversar. “Ele (Chalita) é quem terá de explicar aos eleitores porquê mudou de lado”, afirmou.

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Saresp

Paulo Renato de Souza atribuiu o atraso na aplicação das provas do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) ao Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (CAEd), responsável pela entrega do material.

O exame deveria ter sido realizado entre terça-feira e quinta-feira da semana passada, mas no fim de semana que antecedeu a prova, o CAEd informou à Secretaria Estadual da Educação que não conseguiria entregar o material a tempo.

“Foi erro da empresa contratada”, disse Paulo Renato. Segundo ele, o adiamento da prova (que será aplicada a partir de hoje) não prejudicou os alunos. O secretário afirma que o governo estuda possíveis punições à gráfica, caso se verifique que o adiamento do Saresp tenha causado prejuízos ao Estado.

O Saresp avalia a qualidade do ensino nas escolas paulistas (públicas e privadas) e fornece dados para formação do Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (Idesp). Este ano, aproximadamente 2,5 milhões de alunos deverão participar da prova. Destes, 1.780.122 são de escolas estatuais, 625.950 de municipais e 68.745 de particulares.

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