O advogado Caio Augusto da Silva Santos, 34 anos, foi reeleito ontem presidente da subseção de Bauru da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para cumprir mais um mandato de três anos. A OAB do Estado de São Paulo deverá ser comandada por Luiz Flávio Borges D’Urso pelo terceiro triênio consecutivo.
Na cidade, o resultado confirmou o favoritismo da chapa “Trabalho e Competência”, em que Santos, atual presidente da subseção, obteve 1.389 votos. A soma representa 75,04% do total de votos válidos, contra 462 votos do candidato Alexandre Zwicker (24,96%), da chapa “Renova”. Também foram computados 23 votos brancos e 42 nulos.
Em relação à última eleição, o comparecimento dos advogados aumentou. Em novembro de 2006, cerca de 1.555 profissionais compareceram às urnas, contra 1.921 na eleição deste ano. Ao todo, tinham direito a voto cerca de 3.400 advogados nas cidades-sede das comarcas de Bauru, Duartina e Piratininga, abrangidas pela subseção local da entidade.
A eleição de 2009 ocorreu em clima de tranqüilidade, das 10h às 18h, sem registro de incidentes, segundo afirmou o presidente da subcomissão eleitoral de Bauru, Jairo de Freitas. Em frente à sede da OAB Bauru foram montadas barracas com cabos eleitorais das duas chapas que disputaram o comando da subseção. Durante todo o dia, os advogados que chegavam para votar eram assediados pelos militantes.
As urnas foram abertas logo após as 18h. A apuração para a presidência da Seccional de São Paulo foi mais demorada, mesmo com a utilização de urnas eletrônicas. Na eleição para a subseção local foram usadas cédulas de papel e, por volta das 20h, os resultados foram divulgados oficialmente.
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”Aprovação”
Na avaliação de Caio Santos, sua boa performance nas urnas corresponde à “aprovação” que a categoria deu à sua gestão nos últimos três anos. “Pelo prestígio que as urnas concederam à atual administração, entendemos que estamos no caminho adequado. Vamos manter todos os projetos existentes e melhorá-los, além de analisar e corrigir eventuais erros”, adianta.
Sobre as críticas que recebeu da oposição – que chegou a compará-lo com o presidente venezuelano Hugo Chávez, por defender a manutenção de mandatos sucessivos à frente da OAB, Santos defende que o advogado deve ser livre para escolher seus representantes. “O advogado tem condições mais que suficientes para isso. O voto do profissional não é o voto da necessidade, mas sim da razão, da convicção, da consciência. As críticas da oposição ocorreram pela ausência de argumentos que pudessem justificar alguma incompetência dos colegas que estavam na administração”, pondera.
Logo após saber do resultado do pleito, no entanto, o candidato reeleito comentou que um dos desafios será unificar a categoria. “Queremos ouvir todos os colegas e estabelecer uma OAB em que não exista mais situação e oposição. Por isso, convocamos os concorrentes para que estejam presentes para que, juntos, possamos pensar no melhor caminho a ser seguido”, comentou. Caio explica que uma das prioridades para sua segunda gestão será a luta pela defesa dos direitos de prerrogativas do profissional no exercício da advocacia. “Teremos de manter uma postura aguerrida. O desrespeito ao direito de prerrogativas é um desrespeito ao cidadão”, frisa.