Regional

Inquérito já apura sumiço de papéis e pen drive em Balbinos

Por Rita de Cássia Cornélio | Com Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Balbinos - A Delegacia Seccional de Bauru apura em inquérito policial o suposto sumiço de documentos públicos e de um pen drive com dados do legislativo de Balbinos (73 quilômetros de Bauru). A representação foi feita pelo procurador jurídico Roberto Cassin Júnior contra três vereadores que integraram uma Comissão Processante.

Cassin Júnior também responde a uma sindicância que foi instaurada pela Câmara de Balbinos por supostamente ter trabalhado na defesa do presidente da Câmara cassado, José Aparecido Pacheco (DEM).

Ontem, os vereadores Benedito Teixeira da Silva, Hugo Carlos Dantas Rigoto e Vagner dos Santos Zequim foram ouvidos na seccional. A reportagem apurou que os três negaram que sumiram com os documentos.

Cassin fez a representação no dia 16 de junho contra os vereadores, quando eles foram ao legislativo como integrantes da Comissão Processante (CP).

A seccional abriu inquérito no dia 5 de novembro para apurar subtração de documento público e furto simples, no caso do pen drive.

Sindicância

A Câmara de Balbinos instaurou uma sindicância para apurar possíveis condutas irregulares cometidas pelo procurador jurídico da casa, Roberto Cassin Júnior. O advogado, que está de licença médica desde o último dia 4, diz que desconhece qualquer acusação.

Segundo o presidente da Câmara, Ariel Furquim Pereira, três vereadores que se sentiram ofendidos com algumas condutas do advogado fizeram um requerimento para abertura de sindicância, que foi aprovada na sessão do último dia 5.

Cassin Jr., segundo contou Pereira, teria acusado o trio de ter dado sumiço a documentos que ele havia deixado na Casa. Os três, por sua vez, acusam o procurador de ter faltado com a ética, ao defender o então vereador e presidente da Câmara José Aparecido Pacheco cassado no dia 16 de outubro, acusado de envolvimento em suposto furto de gado.

“Na Comissão Processante, Cassin teria criticado os vereadores. Ele teria dito que eles estavam combinando para prejudicar o Pacheco, à época presidente. Isso causou um mal estar entre os vereadores e o jurídico.”

Na opinião de Pereira, o procurador é da Casa e não pode prestar assistência jurídica a um vereador ou só à presidência. “Se ele realmente tentou prejudicar os vereadores a favor do Pacheco, faltou com a ética na conduta como funcionário público. Tudo isso está sendo apurado.”

O procurador, segundo informações da Casa, é concursado aprovado na época em que Pacheco presidia a Câmara. “Nas duas últimas sessões da Câmara esses assuntos foram discutidos e foi decidido pela abertura da sindicância. Só vamos comentar qualquer providência assim que tivermos os casos apurados.”

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