Turismo

Sergipe

Eliane Barbosa
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No mês das festas de julho, aproveitei para voltar a Sergipe. Nessa época, as quadrilhas invadem as quadras, num espetáculo digno de repercussão internacional. A movimentação nas cidades faz com que os turistas se somem à alegria. Crianças, adultos, gente de todas as idades circulando para se produzir e reproduzir a cultura, o folclore de um lugar para a gente também chamar de seu.

Não há qualquer receio de participar da festança. Seja na “capitá ou no interió” – Canindé, Estância, São Cristovão .... – como brincam por lá. A organização é tamanha que famílias inteiras se reúnem, convidando quem está morando longe para se rever.

Na Orla de Atalaia, onde participei do Arraiá do Povo (uma espécie de cidade cenário reproduzindo a vida interiorana) do Forró Caju – Forro e Paixão ou no Centro Histórico, além da música e das exibições de dança correrem soltas, há barraquinhas do melhor artesanato sergipano, de comidas típicas, de comida com sustança.

Nada melhor do que ir para uma mesinha e comer um substancioso guisado de bode com macaxeira e farofa, acompanhada de uma cervejinha mais que gelada e assistindo às quadrilhas de camarote.

De dia, de noite, de madrugada, a qualquer hora e em qualquer época do ano, Sergipe é encantador. Um lugar para quem quer curtir dias de paz, sem correria, sem gastar tudo o que guardou para as férias, com tranqüilidade para ir e vir e voltar muitas vezes.

Um lugar para ser feliz, como bem definiu o baiano Caetano Veloso, que conhece muito bem o Estado vizinho, pequenino, até pouco muito tímido – apertadinho entre a Bahia e Alagoas – e que agora mostra ao mundo seu valor.

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