Bairros

Hospital recebe ampola de cobalto

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Mais um passo foi dado em direção à retomada do tratamento de radioterapia em Bauru, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A ampola de cobalto responsável por emitir a radiação necessária para o combate ao câncer chegou a Bauru. Apesar da boa notícia, ainda não há previsão de quando o tratamento será retomado.

De acordo com o informado pela assessoria de comunicação do Hospital Estadual (HE), que administra o Hospital Manoel de Abreu, onde a radioterapia é realizada, a volta do tratamento para Bauru depende da instalação da ampola. A empresa Quantum Assessoria Física Médica, responsável pelo serviço de radioterapia do Manoel de Abreu, recebeu o produto importado dos Estados Unidos na noite de anteontem. O material permanecia no aeroporto de Viracopos, em Campinas, aguardando liberação para ser transportado para Bauru.

Agora é aguardada a vinda de técnicos norte-americanos responsáveis pela instalação da nova ampola e remoção da antiga. Eles vão realizar o mesmo procedimento em Bauru e em Marília. Após a troca, o serviço de radioterapia deverá passar por avaliação do Centro de Vigilância Sanitária do Estado e Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnem), para só então entrar novamente em funcionamento.

O tratamento por radioterapia do Hospital Manoel de Abreu foi desativado no dia 10 de junho. Foi detectado que a ampola de cobalto, responsável por emitir a radiação necessária para o combate ao câncer, estava com atividade muito baixa e precisaria ser trocada. Por ser material tóxico, a Vigilância Sanitária determinou a desativação temporária do aparelho para garantir a segurança dos pacientes e funcionários.

Como os equipamentos de radioterapia são importados dos Estados Unidos, assim como suas peças, a reposição da ampola de cobalto deve obedecer um trâmite burocrático para chegar até a cidade. O material precisou ser liberado no aeroporto de Viracopos, em Campinas, e transportado com escolta até a cidade.

O Ministério da Trabalho também teve de autorizar a entrada de técnicos norte-americanos para instalar o equipamento. Enquanto isso, pacientes que dependem do tratamento precisam viajar até Jaú, onde fazem a terapia no Hospital Amaral Carvalho.

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Césio

O Hospital Estadual também enfrenta outro problema: a entrega de 15 tubos de césio-137 para o Instituto de Pesquisa em Energia Nuclear (Ipen), da Universidade de São Paulo (USP), onde existe um pequeno reator atômico destinado a pesquisas. A unidade de saúde informou que ainda aguarda a confirmação do transporte do material para a Capital. Os tubos de césio estão armazenados na cidade desde a década de 90.

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