Política

PPS apóia a candidatura Serra-Aécio

Juliana Franco
| Tempo de leitura: 2 min

Há menos de um ano para a eleição presidencial, o Partido Popular Socialista (PPS), que vai marchar ao lado da candidatura do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), se posiciona a favor da “dobradinha” José Serra presidente e Aécio Neves vice. Apesar da preferência, em entrevista ao JC, o deputado federal Arnaldo Jardim (PPS), defende a definição do governador do Estado de São Paulo apenas em março de 2010.

Segundo Jardim, a pressão para a pré-candidatura do representante do PSDB é feita pela situação e não pelo próprio partido. “Acredito que o Serra deve concluir sua administração no governo do Estado, que tem apresentado bons resultados. Além disso, se ele antecipa a definição, haverá uma comparação entre ele e o presidente Lula (PT). O Serra é pós Lula e deve ser comparado ao candidato do presidente”, afirma.

No ponto de vista do deputado, o Brasil deve ter uma eleição presidencial polarizada na candidatura do governo atual e da oposição. “Acho difícil que novas candidaturas possam mudar esse quadro. Serão dois projetos de país na disputa: a proposta do governo de continuidade, que deve pregar que as coisas estão indo bem; e a proposta da oposição que apresenta a necessidade de ajustes no atual modelo econômico”, explica Jardim.

De acordo com o deputado, a administração atual é voltada para a estabilidade, já gerou estabilidade da moeda e maior controle da dívida pública. A oposição deve apresentar um modelo econômico voltado para o desenvolvimento. “A administração deu continuidade ao governo do Fernando Henrique Cardoso. Chegou a hora de mudar, senão vamos assistir novamente um cenário em que o país cresce um pouco e mostra o estrangulamento da oferta de energia, dificuldade de infra-estrutura. Durante esses oito anos não tivemos investimentos e poupança necessária”, critica.

Além disso, o PPS enxerga os programas sociais, como o Bolsa Família – carro-chefe do atual governo – como uma iniciativa que a princípio diminuiu a condição de miséria, mas aprofunda a relação de dependência. “O programa distribui parcialmente renda, mas são insuficientes e acabam perpetuando o assistencialismo. Isso pode ser percebido quando há queda na procura de emprego”, exemplifica.

O deputado federal Arnaldo Jardim esteve na região ontem, para receber o título de cidadão de Lençóis Paulista. Em Bauru, ele visitou o Centro Espírita Amor e Caridade e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), instituições para as quais conseguiu recursos. No primeiro caso, a verba será destinada as obras do albergue noturno. Na Apae o dinheiro será investido na construção de um espaço coberto para atividades esportivas e de lazer.

“O papel do parlamentar é esse. Não é aparecer apenas na época da campanha política, é ter uma presença sistemática, conseguir recursos para a cidade. Além disso, deve ter um comportamento digno em Brasília”, afirma.

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