Internacional

UE: consenso sobre presidência do bloco some no primeiro dia

Folhapress
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Genebra - O consenso forjado às pressas para indicar o primeiro presidente da UE e sua chanceler durou só o jantar no qual os líderes dos 27 países do bloco fizeram a escolha. Tirada a mesa, sobraram críticas, ironias e perguntas sobre a opção pelo premiê belga Herman Van Rompuy e pela britânica Catherine Ashton, atual comissária de comércio.

As mais intensas vieram do Reino Unido, que fracassou em ungir o ex-premiê Tony Blair. Afinal, o trabalhista tem maior ressonância, mas a extensão de sua vida pública também rendeu mais esqueletos no armário do que a do premiê belga, há 11 meses no cargo.

Uma crítica constante dos países menores é que a escolha é fruto de um acordo de entre alemães e franceses - que não propuseram candidatos e se mostram ávidos pelos postos econômicos -, ao qual os britânicos foram levados a aderir em troca de um posto.

A revista “Economist” fez uma conclusão quase psicanalítica ao dizer que os líderes europeus ainda não estão preparados para serem sobrepujados no palco mundial por um presidente da UE que lhes faça frente.

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