Cultura

Coral revive época e celebra Santa Cecília

Da Redação
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Um domingo para reunir a família, amigos, reviver lembranças e de muita música. Tudo isso acontecerá amanhã, na Igreja Nossa Senhora Aparecida, quando antigos e novos membros do coral da igreja - criando há mais de 50 anos por Victória Godoy - se apresentarão para comemorar o dia de Santa Cecília, padroeira da música. O encontro, marcado para às 10h, celebra ainda os 95 anos da regente.

Entre os destaques da apresentação, está a participação do Coral Tom Maior, regido por Claudia Chimbo. Durante missa celebrada pelo padre Beto, a regente executará a quatro vozes a Missa de Don Lorenzo Perosi, apresentada há mais de 50 anos, como forma de resgate do trabalho feito por sua tia. O coral, que tem entre seus integrantes vários membros das novas gerações das famílias Carvalho e Godoy, será acompanhado pelos irmãos Amilson e Amilton (integrante do Zimbo Trio), filhos de Victória.

O Coral da Igreja Nossa Senhora Aparecida foi criado em 1957, quando Victória assumiu o grupo de canto que estava sob o comando de Edite Mendes. No final da década de 1950, com Victória na direção e seu marido violinista Dorival Teixeira de Godoy na coordenação do repertório, o grupo foi remodelado e passou a cantar a quatro vozes composições expressivas do repertório litúrgico erudito.

Nessa época, a família Godoy ainda estava residindo em Bauru. Os irmãos Adylson, Amilton e Amilson estudavam piano com os professores Nida Marchione, Efíseo Aneda e Ilza Araujo Antunes e participavam do coral. Hoje, Amilton é pianista do Zimbo Trio; Amilson é maestro e fundador do grupo sinfônico Arte Viva; e Adilson que hoje é compositor, na época cantava na terceira voz com seu pai Dorival e seu tio Euwaldo.

Em 1960, toda a família se transferiu para São Paulo e a última apresentação, ainda sob a regência de Victória, foi durante a missa solene de Natal, onde o destaque foi para a Missa Benedicamus Domino de Don Lorenzo Perosi. A partir daí, a regência do coral ficou a cargo de Iete Felício de Carvalho, irmã de Victória e mãe de Cláudia Chimbo.

Em 1970, com a resolução do Concílio do Vaticano II, houve uma alteração significativa na liturgia, não sendo mais as missas rezadas em latim. Essa decisão alterou a proposta musical dos corais sacros católicos em todo o mundo e com isso o coral da Igreja Nossa Senhora Aparecida se dissolveu. Em dezembro de 1977, o grupo fez sua última apresentação especial, com acompanhamento de Amilton Godoy, Adylson, Amilson e Victória.

Foi com algumas das músicas sacras do repertório de dona Iete que Cláudia começou o Tom Maior, hoje com cerca de 22 integrantes, entre eles seus pais. Atualmente, o coral é conhecido, principalmente, por seu trabalho com a música popular brasileira, com arranjos do instrumentista George Vidal.

• Serviço

Antigos e novos integrantes do Coral Nossa Senhora Aparecida apresentam-se amanhã, a partir das 10h, na igreja (Praça Washington Luís, 4-51).

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