• Hora da reflexão
Está chegando o final do ano e o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) deve estar se perguntando, neste momento, se deve ou não promover uma minirreforma em seu secretariado. Em geral, governos usam períodos como este do calendário para refazer o que não deu certo ou se desfazer do que causa incômodo e até ameaça à governabilidade.
• Hora de decisão
Rodrigo deve estar consciente, à esta altura, de que quem tem a caneta é ele. Compromissos políticos ou de amizade que tinham de sercumpridos já o foram, principalmente aqueles que não deram certo. É hora de fechar o time e partir para governar. Caso contrário, o governo pode ser um fiasco, assim como a carreira do jovem prefeito de Bauru, que não pode esperar mais.
• A confiabilidade
Por vezes nos enganamos com aqueles que consideramos nosso amigos ao longo de uma vida ou mesmo com aqueles que nos encantaram em determinado momento, mas provam o contrário na prática cotidiana. A vida é assim. Nem tudo que reluz é ouro. E muitas das atitudes de alguns dos assessores diretos do prefeito já revelaram pouca confiabilidade ou consistência.
• Na conta do chefe
Tudo o que secretários e presidentes de empresas ou autarquias fazem caem na conta do chefe, no caso, o prefeito. Por isso, não há que se ter tolerância ou dar segundas chances. A partir do segundo ano de mandato, os deslizes ou falta graves serão cobrados de forma mais veemente pela opinião pública. Eventualmente, pode desenbocar em sérios e irreversíveis embaraçoes.
• Fisiologismo no ar
Repercutiu negativamente o imbróglio criado pelos vereadores Roberval Sakai e Carlinhos do PS, ambos do PP, em relação à cobrança do prefeito por suas demandas eventualmente não atendidas. A coluna recebeu manifestações de desagrado e repúdio, algumas para a Tribuna do Leitor. O prefeito deixa a guarda muito aberta, daí haverem manifestações dessa natureza, que desgastam a todos.
• Destaque Natalino
Na análise de um experiente integrante da bancada de situação (G7), atuação exemplar tem tido o vereador Natalino da Pousada (PV). Ele tem feito um trabalho que não aparece para a cidade como um todo, mas que é uma verdadeira governança para seu bairro e região, a partir da Pousada da Esperança. E mais: não faz chantagem com o governo, mesmo quando não consegue algo.
• PT vai às urnas
O PT vai escolher hoje seus novos comandos nacional, estadual e municipal. Em Bauru, apenas os filiados com a inscrição e as obrigações em dia vão participar da eleição interna do partido. A disputa tem três candidaturas - Sandro Bussola (situação) concorrendo com Jorge Moura e Thiago Moratelli. A eleição será realizada no Sindicato da Construção Civil, na rua Monsenhor Claro, 5-31, Centro, das 9h às 17h.
• Disputa acirrada
O PT é um dos únicos partidos brasileiros em que todos os militantes com a situação em dia com a legenda podem votar. Nos demais, só votam os integrantes do diretório. A boca-de-urna foi intensa nos últimos dias, com a participação direta dos figurões Estela Almagro, José Carlos Batata e Roque Ferreira. Todos de telefone e mouse na mão enviando suas mensagens aos filiados.
• ‘Muristas’ convictos
O PT, por sinal, é o único partido entre os maiores que já tem um pré-candidato a presidente da República definido. Na verdade, uma pré-candidata - Dilma Roussef. No principal adversário do PT, o PSDB, apesar do favoritismo do governador José Serra, ainda há indefinição. Aécio Neves não está descartado. Por sinal, nem mesmo para o governo do Estado há definição. Alckmin ou Aloysio? Depois, os tucanos não gostam de serem chamados de “muristas”.