Tribuna do Leitor

Dia da "consciência negra"


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Em uma reunião em um certo país, a fim de demonstrar uma tolerância “inexistente”, uma igualdade “fantasiosa”, discutia-se a criação de um dia a ser dedicado ao povo afrodescendente, ou seja, ao povo “negro”. Em princípio, pensou-se em chama-lo de “Dia do Negro” ou “Dia do Povo Negro”, idéia repugnada logo de cara, pois isso não ficaria bem. Depois de muita discussão, chega-se à conclusão e consenso: “Dia da Consciência Negra”. Por que esta definição? Simples, tenta-se passar a falsa imagem da “conscientização” pelos povos de demais raças (alemães, italianos, japoneses, americanos) de que não existe preconceito desses pela raça “negra”. Um grande erro, um “marketing” hipócrita elaborado nos bastidores da mentira e criado por “idiotas”.

O mundo material “evolui”, porém “espiritualmente” falando, estamos longe de sair do “jardim-da-infância”. Espiritualmente somos como crianças que se encantam com o “maior”, o mais bonito ou o mais gostoso! Para mim não é um dia a ser comemorado ou uma data “festiva”. É uma data “fabricada” e “enlatada” pelos dominantes de toda a sociedade, uma lástima. Existem pessoas “negras” muito mais evoluídas do que muitos “brancos” e vice-versa. Devemos entender primeiramente que o espírito não têm cor e isto e realmente o que somos. Do pó ao pó! A maior desigualdade não está na cor das raças e sim no egoísmo. Quem não têm valor algum espiritualmente falando, é claro que necessitará de bens materiais para cobrir este “déficit”, como, por exemplo, grandes mansões, carros fabulosos, jóias, etc. Neste ponto, todas as raças e cores são iguais, sem distinção! Vivemos no mundo das aparências, onde o mais importante é “ter” do que “ser”.

Maurício José Magnani

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