Cairo - O presidente de Israel, Shimon Peres, afirmou ontem, no Egito, que a expansão dos assentamentos judeus na Cisjordânia é “uma questão marginal’’ e pediu a retomada das negociações de paz com os palestinos.
Porém, a seu lado na coletiva, o ditador egípcio, Hosni Mubarak, afirmou querer “o fim dos assentamentos’’, embora acredite que “a paz ainda seja possível’’. O Egito e outros países árabes culpam os EUA por não fazerem o bastante para pressionar Israel a interromper os assentamentos. Primeiro país árabe a assinar um tratado de paz com Tel Aviv, o Egito exerce o papel de mediador no conflito.
Já o premiê palestino, Salam Fayad, afirmou ontem, em um giro pela Cisjordânia, que Tel Aviv deve parar de “se equivocar’’ quanto a essa questão. “Chegou a hora do reconhecimento da necessidade de um congelamento total dos assentamentos em todos os territórios ocupados - em especial em Jerusalém e seu entorno’’, disse.
Ele deixou claro que essa é a condição para a retomada das negociações. Também segundo uma autoridade palestina ouvida pela France Presse em condição de anonimato, a Autoridade Nacional Palestina rechaçou a retomada das negociações porque “pede, em primeiro lugar, o fim dos assentamentos’’.
O presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou que o plano de Israel de construir 900 novas casas em um assentamento próximo a Jerusalém é “muito perigoso’’. Para Obama, isso iria aumentar o ódio dos palestinos e minar o processo de paz.
Mas o líder americano apoiou a posição de Tel Aviv, de que a construção de novos assentamentos não deve ser um impedimento para a retomada das negociações.