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Começa troca de lâmpadas da Nações

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Um dos cartões postais de Bauru, a avenida Nações Unidas começou a receber, ontem, novas lâmpadas de vapor de sódio de 350 watts em substituição às que estavam queimadas e deixavam pedestres e motoristas na penumbra. Ao todo, no trabalho a ser executado até o fim desta semana pela Secretaria Municipal de Obras, serão trocadas aproximadamente 100 lâmpadas no trecho entre a rodovia Marechal Rondon e a avenida Duque de Caxias.

Na manhã de ontem, as equipes trabalharam na quadra 36 da avenida, no sentido bairro-Centro, um dos pontos considerados mais críticos em razão da escuridão a que os usuários estavam submetidos. À tarde, a chuva fez com que a troca das lâmpadas fosse interrompida mas o serviço deverá ser retomado ainda na manhã de hoje, segundo previsão da assessoria de imprensa da prefeitura.

Ainda de acordo com a equipe de assessores, o trabalho só foi possível porque a CPFL Energia cedeu um caminhão munck, vindo de outra cidade, para realizar o serviço. Como é necessária a interdição de meia pista para a realização do serviço, os agentes de trânsito da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) estão orientando o trânsito no local e a recomendação é que os motoristas dirijam com cautela e maior atenção à sinalização.

Conforme o JC vem divulgando ao longo deste ano, através de reportagens ou de cartas publicadas na Tribuna do Leitor, são muitos os usuários insatisfeitos com a iluminação deficiente da via. É o caso representante comercial Adriano Panucci, 40 anos, que utiliza a avenida todas as noites para buscar a esposa no trabalho.

De acordo com ele, além de facilitar a ação de criminosos em uma via de grande fluxo de veículos e pedestres, a falta de claridade no trecho favorece o tráfico de uso de drogas e a prática da prostituição. “Ficou tudo abandonado. A gente sabe que a prefeitura também precisa fazer melhoria nos bairros, mas a Nações é usada por todos os bauruenses, não importa de onde eles venham”, frisa.

Panucci também acredita que a falta de iluminação adequada em uma via de fluxo rápido também comprometa a segurança no trânsito, já que a pouca visibilidade aumenta as chances de atropelamentos e acidentes com obstáculos na via, como buracos ou animais. E, segundo ele, a insegurança não fica restrita aos motoristas e pedestres.

Os proprietários de estabelecimentos comerciais instalados por toda a extensão da avenida também se tornam reféns da pouca iluminação. “As noites de sexta-feira e sábado são as mais críticas. Ali tem uma série de agências bancárias e restaurantes, além de lojas que já tiveram vitrines estouradas para serem furtadas. E o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) que eles pagam não é pouco”, observa.

Em matéria publicada no último dia 8 de julho, intitulada “Violência cresce e exige ações amplas”, o JC relatou o caso de duas mulheres que foram vítimas de seqüestro-relâmpago nas imediações da avenida Nações Unidas. Rendidas por quatro ladrões, elas foram deixadas na rodovia Bauru-Iacanga sem o carro e dinheiro. Dois adolescentes acusados pelo crime foram presos pela Polícia Militar (PM) logo em seguida.

Na ocasião, o comandante do 4º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4º BPMI), tenente-coronel Benedito Roberto Meira, apontou que a iluminação fraca era um dos fatores que facilitam a ação de bandidos no local. Diante do fato, foram anunciados projetos de iluminação pública para a cidade.

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