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Drogas, emprego e rua ainda são desafios

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Mas, mesmo com números positivos, as entidades que atuam na área destacam que os desafios são grandes. Para o padre João Inácio Rodrigues, presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente (CMDCA), uma das principais metas é tirar meninos e meninas da rua. “Em Bauru, temos 25 crianças em situação crônica de rua, que não freqüentam nenhum dos programas sociais mantidos pelas entidades e prefeitura”, pontua.

Ele teme que o problema pode se agravar com a chegada das férias escolares. “Tende a aumentar o número de crianças que vão para as ruas e isso nos preocupa. Também aumenta o número de jovens aliciados por adultos para vender confeitos ou fazer malabares em troca de dinheiro”, observa. Para combater essa situação, padre João aposta em projetos de resgate de vínculos familiares. “São crianças e adolescentes de 12 a 15 anos que merecem essa atenção”, diz.

Darlene Tendolo, titular da Sebes, avalia que a inserção no mercado de trabalho é um dos grandes desafios da pasta. “Por isso, investimos em peso em políticas públicas para o primeiro emprego neste ano e vamos continuar com esse objetivo em 2010”, afirma.

O combate às drogas é apontado pelo tenente-coronel Benedito Roberto Meira como prioridade. “Acredito que o maior desafio é implementar políticas públicas mais eficientes ao combate ao tráfico de drogas e também na recuperação de dependentes químicos”, pontua.

Para Meira, o inimigo mais devastador é o crack. “É a droga que mais preocupa, pois gera dependência muito rapidamente. Em Bauru, muitas crianças e adolescentes já consomem crack e não existe nenhum centro para recuperá-los”, observa. “A criação desse espaço deveria ser prioridade no município, com uma parceria entre Estado e prefeitura”, sugere.

Darlene explica que enquanto Bauru não possui uma entidade voltada somente para a recuperação de crianças e adolescentes com dependência química, a Secretaria Municipal de Saúde mantém convênio com entidade em Votorantim para receber e tratar esses pacientes. “Estamos construindo essa proposta”, observa.

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