Rio - O número de casamentos no Brasil cresceu nos últimos dez anos, mas os brasileiros vêm se unindo oficialmente cada vez mais velhos. Em 2008, foi registrado número recorde de 959.901 casamentos, 4,7% acima do verificado no ano anterior (veja quadro). Ao mesmo tempo, tanto homens quanto mulheres se casam cada vez mais tarde, se forem comparados dados dos últimos dez anos. Entre as pessoas do sexo feminino, a maior parte - 29,7% - que se casou em 2008 tinha de 20 a 24 anos. Em 1998, 31,6% das mulheres que se casaram pertenciam à faixa etária semelhante.
Do total de casamentos registrados no ano passado, 28,4% das mulheres tinham de 25 a 29 anos. Em 1998, essa proporção bem menor, de 19,4%. Outras 17,3% das mulheres que se casaram em 2008 tinham de 30 a 34 anos. Em 98, apenas 8,9% dos casamentos tinham mulheres nessa faixa etária.
Ao mesmo tempo, houve queda considerável na proporção de mulheres mais jovens se casando. Em 98, 22,6% das mulheres que se casaram tinham de 15 a 19 anos. No ano passado, essa proporção caiu para 16,3%.
Os homens se casam ainda mais tarde, revela a pesquisa. De todos os homens que se casaram no ano passado, 32,7% tinham de 25 a 29 anos. Em 98, tal proporção era de 29,3%. Em 2008, 22,6% dos homens que se uniram oficialmente tinham de 30 a 34 anos. Em 98, 15,2% dos cidadãos que se casaram eram do sexo masculino.
Do total de homens que se casaram em 98, 32,1% tinham de 20 a 24 anos. Essa proporção caiu para 24,6% no ano passado. Outros 4,6% dos que se casaram em 98 tinham de 15 a 19 anos. Em 2008, 3,6% dos homens que formalizaram união civil estavam nessa faixa etária.
O IBGE mostra ainda que aumentou a proporção de pessoas que se casaram pela segunda vez, ao longo dos últimos anos. No ano passado, 17,1% das uniões firmadas tinham pelo menos um dos cônjuges como viúvo ou divorciado. Em 98, essa proporção era de 10,3%.
O número de registros de nascimentos no País voltou a crescer em 2008, de acordo com dados do IBGE. O aumento no número de crianças com certidão de nascimento é resultado de vários fatores, como a implemetação da Lei da Gratuidade do Registro Civil, em 1998, campanhas e a exigência do registro de nascimento para obtenção de benefícios sociais. Em 2008, foram registrados 2.789.820 nascimentos, ante 2.750.836 em 2007.
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Cresce proporção de mortes violentas entre mulheres
São Paulo - A proporção de mortes violentas entre mulheres mais jovens cresceu nos últimos dez anos, segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ao mesmo tempo, esse tipo de óbito entre os homens da mesma faixa etária - 15 a 24 anos - manteve-se praticamente estável.
Em 2008, 34,1% das mortes violentas ocorriam entre mulheres de 15 a 24 anos; em 1998, essa proporção era de 32,7%. As mortes violentas estão relacionadas a homicídios, suicídios e acidentes de trânsito.
Entre as regiões do País, no Sul constatou-se que 39,4% das mortes violentas entre mulheres foram observadas entre os mais jovens. No Sudeste, essa proporção chegou a 37,6%, bem acima do Norte, onde 27,8% das mortes violentas entre mulheres foram notadas na parcela mais nova.
Já entre os homens, 67,5% da mortes violentas, no ano passado, foram registrados entre indivíduos de 15 a 24 anos. Em 98, 67,8% das mortes violentas entre homens eram verificadas na mesma faixa etária.
Na observação de cada região, a maior proporção fica no Sudeste, onde 74% das mortes violentas entre homens ocorreram entre os mais jovens. O Espírito Santo registrou, em 2008, a maior proporção de óbitos violentos na classe mais nova, que significaram 78,6% da totalidade. São Paulo, com 77,2% do total, e Mato Grosso, com 72,6%, vêm logo a seguir.
No Norte, as mortes violentas entre indivíduos de 15 a 24 anos representaram 56,5% do total. “As informações sobre mortes por causas externas nos levam a inferir que a mortalidade violenta, particularmente entre os homens, é extremamente elevada, apesar da tendência de início de declínio observado a partir de 2002”, assinala o IBGE, no relatório sobre as “Estatísticas do Registro Civil 2008”.
Ao todo, 14,7% das mortes entre homens tiveram causa violenta, no ano passado. Já entre as mulheres, essa proporção não passou de 3,8% do total.
Em 1998, causas violentas significaram 16% das mortes entre homens, e 4,5% entre as mulheres.