Internacional

EUA prometem meta de CO2 para 2010

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Nova York - A Casa Branca anunciou ontem que os EUA apresentarão em Copenhague uma proposta de redução das emissões de gases do efeito estufa de 17% em relação aos níveis registrados em 2005 até 2020. O presidente Barack Obama comparecerá ao encontro no dia 9 de dezembro, antes de seguir para Oslo, onde receberá o Nobel da Paz.

Até então, os EUA ainda não haviam oferecido nenhuma meta de redução porque o assunto ainda não conta com a aprovação do Congresso. O percentual apresentado é igual ao da versão do projeto de lei de mudanças climáticas aprovado pela Câmara neste ano. O projeto de lei que se encontra no Senado prevê redução de 20%, mas é provável que receba emendas que o alterem.

A decisão de anunciar uma meta foi tomada após encontros recentes de Obama com líderes da China e Índia. “Obviamente nós esperamos que outras economias apresentem seus próprios ambiciosos planos de ação”, afirmou ontem Carol Browner, conselheira sênior do presidente para energia e mudanças climáticas.

A proposta americana prevê ainda cortes de 83% até 2050. Para chegar a esse patamar, estão previstas reduções de 30% até 2025 e de 42% até 2030. Todas as reduções tomam como referência o valor das emissões registradas em 2005.

Na prática, com o anúncio, os EUA dão novo impulso para cobrar a aprovação do projeto no Senado no começo de 2010 e minimizam parte das críticas quanto ao compromisso do governo Obama com o ambiente.

Mesmo com o anúncio, não faltaram críticas em relação à data escolhida pelo presidente. O encontro em Copenhague será de 7 a 18 de dezembro. A maior parte das decisões em encontros assim costuma sair nos últimos dias de negociação. Antes, Obama havia afirmado que só compareceria se pudesse ajudar no fechamento de um resultado favorável.

____________________

China cobra ricos por compromisso

Pequim - A China irá para a conferência do clima de Copenhague disposta a arrancar compromissos concretos de redução de emissões de gases-estufa dos países desenvolvidos, afirma a agência de notícias chinesa Xinhua. Li Gao, um dos principais negociadores do país na área de mudanças climáticas, afirmou que Pequim “não aceitará que Copenhague termine com uma declaração política vazia’’.

Quando as negociações começaram dois anos atrás, a idéia era que um tratado completo, com força de lei, fosse forjado na capital dinamarquesa. Contudo, as declarações mais recentes dos negociadores dos EUA, historicamente o maior emissor de gases-estufa, bem como dos anfitriões do encontro, dão a entender que esse tratado só virá à tona de seis meses a um ano depois do evento em Copenhague.

Li, funcionário da Comissão de Desenvolvimento Nacional e Reforma da China, diz que o país considerará a reunião de Copenhague um fracasso se não emergir dela um acordo, e que as negociações até agora são “seriamente inadequadas’’.

Comentários

Comentários