Tribuna do Leitor

Crematório


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Assistindo a uma matéria esta semana sobre a enxurrada que invadiu o cemitério de Getulina, voltei a pensar que está na hora de ter um cremátorio para as pessoas que desejarem dar outro destino aos seus entes quando falecem que não o sepultamento. Tempos atrás, em duas ocasiões, foi revelado que o lençol freático de duas cidades (não me lembro quais foram) estão sendo contaminados pelos corpos em decomposição dos cemitérios. Fiquei preocupada!. Outra coisa: a gente ama essas pessoas e quando morrem a gente as deixa lá no cemitério para se decompor e até poluir o solo!? Não é uma coisa chocante? Não seria mais racional a cremação?

A outra cidade está sem espaço para enterrar os mortos: estão loteando onde antes era rua. Morre gente todo dia: imaginem até onde vai isso! Sem contar que nos cemitérios tem baratas, ratos e etc.

Tudo o que se guarda de alguém são as lembranças, o amor que nos foi dedicado e o que dedicamos a ela! Durante a vida da gente nos ensinam a cuidar da nossa alma, porque a matéria não é nada e depois ficamos visitando o túmulo como se ali tivesse alguma coisa ainda. É um contrasenso. Nessa enchente em Getulina, a enxurrada carregou diversos caixões com a ossada junto e com certeza os parentes dessas pessoas continuarão com as recordações dos que se foram: têm fotos, vídeos, as conversas que tiveram, o tempo que passaram juntos e isso ninguém tira deles. Então, por que não ter um crematório pra quem quizesse esse procedimento? Descobri muitas pessoas que, como eu, querem doar seus órgão e serem cremados ao invés de enterrados. Quem sabe num futuro próximo?

Luciana Tito

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