Economia & Negócios

Venda de parte da Luso é aprovada

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Por 76 votos a 15, os sócios da Associação Luso Brasileira que participaram de assembléia extraordinária realizada ontem autorizaram a venda de parte da área da sede social do clube. Conforme o estatuto do clube, alterado recentemente, a comercialização do espaço teria de ser aprovada por 50% dos associados mais um, em primeira convocação, ou em segunda convocação pela maioria dos presentes à assembléia.

A partir da definição, conforme revelou o presidente do clube, José Ângelo Oliva, a comissão formada para tratar do assunto irá receber as propostas de compra, negociar com os grupos empresariais interessados e escolher a que melhor satisfizer os interesses do clube. Em razão da urgência para a negociação, o prazo para que todo o processo ocorra não deve ultrapassar duas semanas.

Segundo Oliva, até ontem, pelo menos cinco ofertas já haviam sido extra-oficialmente apresentadas e a expectativa é de que a venda de 6.920 m2 de área renda até R$ 6 milhões. O trecho corresponde a cerca de um terço da área da sede social do clube, que abrange quase 17 mil m2 situados em uma região nobre da cidade, próximo à avenida Getúlio Vargas, na zona sul.

“Como queremos resolver essa situação ainda este ano, as propostas serão recebidas na próxima semana e, na semana seguinte, a comissão irá avaliá-las. Nessa análise, o primeiro critério serão os valores apresentados para compra, mas as condições de pagamento também serão levadas em consideração”, frisa Oliva. A comissão, que será nomeada na próxima segunda-feira, será composta por dois membros do conselho deliberativo, duas pessoas da diretoria executiva e uma do conselho fiscal.

“Ficamos 11 meses preparando tudo e até a certidão negativa (de débito) já está liberada. O que pode demandar um tempo, após a conclusão da negociação, é a desativação da academia e a retirada da cobertura da quadra de tênis”, comenta.

Dívida

De acordo com o presidente, quando a venda for concretizada, será possível quitar a dívida de R$ 2,1 milhões oriunda de atrasos com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), empréstimos bancários e indenizações de ações trabalhistas. “Também temos um débito de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), mas temos crédito com a prefeitura e ainda estamos negociando essa pendência.”

Segundo Oliva, o dinheiro restante deve ser utilizado para construir uma nova academia para o clube, já que a atual está localizada na área a ser comercializada. “A academia será mais ampla. Também faremos uma piscina coberta e aquecida, de 16 metros por 8 metros, para a prática de hidroginástica, além de nova sauna, cobertura de duas quadras de tênis e de duas quadras poliesportivas, reforma e climatização de dois salões”, detalha o presidente.

Oliva não descarta que, no futuro, toda a sede social passe para outras mãos. “Não existem planos imediatos para que isso ocorra, mas certamente, em algum momento a gente terá que sair daqui.”

A possibilidade é tão iminente, que a cláusula na escritura de doação da área - elaborada pelo primeiro presidente do clube, o comendador José da Silva Martha - não autorizava a venda de determinados espaços da sede social. Mas a alteração já foi realizada e só depende de aprovação.

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