A presidente do Instituto Ambiental Vidágua, Maria Helena Beltrame, destaca que a necessidade de tratar o esgoto de Bauru sempre foi cobrada pela entidade. “O instituto trabalhou por muito tempo essa questão. Acredito que o Ministério Público firmou o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) pela insistência do Vidágua”, diz. Há alguns anos, o Ministério Público criou o termo obrigando Bauru a tratar todo seu esgoto até 2013. No ano passado, houve a assinatura de outro TAC.
Ela destaca que desde 1998, quando toda poluição que causa problemas de saúde foi considerada criminosa, o Vidágua passou a lutar pelo tratamento de esgoto em Bauru. “Sabíamos que o primeiro TAC não seria cumprido. E como de fato não foi, voltamos à ação participando de conferências, defendendo a cobrança da taxa para arrecadar dinheiro para o fundo (para tratamento de esgoto)”, conta.
Maria Helena pondera que a construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Vargem Limpa será difícil. “O ideal seria não depender de dinheiro externo. Mas como isso é quase utópico, é necessário buscar verba para isso”, avalia. “E se depender de dinheiro somente do fundo, vai demorar muito tempo”, observa.
A dirigente também destaca que se o assunto tivesse sido discutido de forma mais intensa no passado, Bauru estaria muito mais avançada na questão do tratamento de esgoto. “Se há quatro anos tivessem partido para a ação, talvez a história fosse outra”, diz.