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Sistema antiapagão custaria R$ 600 mil por mês ao País, segundo diretor do ONS

Folhapress
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Brasília - Caso o ONS tivesse reduzido a geração de Itaipu e compensado com mais energia produzida por usinas termelétricas, isso teria custado aproximadamente R$ 600 milhões por mês aos consumidores. “Não faz sentido arcar com um custo tão grande para um risco tão pequeno”, avaliou Hermes Chipp, diretor-geral do órgão.

Na audiência pública sobre as causas do blecaute, Chipp disse que, em 40 anos trabalhando no setor elétrico, nunca viu um acidente tão improvável - três curtos circuitos quase simultâneos em uma mesma linha. Ele ratificou que as linhas que ligam Itaipu ao Sudeste estavam operando dentro dos limites de segurança.

“O sistema estava trabalhando em condições de suportar duas contingências (acidentes), quando o normal é que ele seja capaz de suportar uma”, informou o diretor-geral do ONS. Questionado sobre se o blecaute poderia ter sido causado por sabotagem, Chipp descartou complemente a hipótese.

As principais hipóteses para o triplo curto circuito que causou o blecaute continuam sendo descarga elétrica ou falha nos isoladores das linhas, provocada por acúmulo de água. Chipp defendeu que se façam modificações nos isoladores para que esses equipamentos possam oferecer mais segurança durante chuva forte.

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