Economia & Negócios

Descomplicando a economia

Com Reinaldo Cafeo
| Tempo de leitura: 3 min

• Ações sobre poupança 1

Muitos poupadores propuseram ação contra as instituições financeiras visando conseguir a reposição de correções não aplicadas quando do lançamento dos planos de estabilidade econômica. Os planos são Bresser, de 16 de junho de 1987; Verão, de 16 de janeiro de 1989; e Collor, de 1 de 16 de março de 1990.

• Ações sobre poupança 2

No plano Bresser houve a substituição do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) por Obrigações do Tesouro Nacional (OTN), com isso a correção que seria de 26,06% ao mês caiu para 18,02%. Teriam direito à diferença de remuneração poupadores que possuíam caderneta de poupança com aniversário de 1 a 15 de junho de 1987. A diferença pleiteada é de 8,04%. O prazo para propor ação expirou em 31 de maio de 2007.

• Ações sobre poupança 3

No plano Verão houve a troca do IPC (42,72% ao mês) pela Letra Financeira do Tesouro (LFT) - com 22,35% -, restando uma diferença de 20,37%. Atingiu as cadernetas de poupança com aniversário entre 1 e 15 de janeiro de 1989. O prazo de propositura das ações expirou em 31 de dezembro de 2008.

• Ações sobre poupança 4

Já por causa do Plano Collor houve o confisco por 18 meses dos valores acima de NCZ$ 50 mil após o aniversário das contas. Isso ocorreu com as cadernetas com aniversário entre 1 e 15 de abril de 1990, restando diferença de 44,8%. Neste caso ainda é possível propor ação até 31 de março de 2010.

• Ações sobre poupança 5

O Superior Tribunal de Justiça decidiu na última semana suspender a análise das 694 mil ações judiciais individuais, à medida que serão primeiramente apreciadas as ações coletivas, ou seja, depois que for apreciado o mérito das ações coletivas sobre poupança, que totalizam 721. Depois desta análise os processos individuais voltarão à pauta. Para quem tem ação o remédio é ter paciência. Quem ainda não entrou com ação referente ao plano Collor 1 saiba que ainda há tempo. Não será tarefa fácil conseguir tirar dinheiro dos banqueiros, pois o que está em jogo é o total de R$ 105 bilhões, mas direito é direito.

• Guardar dinheiro desde cedo

Os brasileiros, na média, não adquiriram educação financeira. A inflação de certa maneira inibiu o planejamento de longo prazo. A vida financeira de cada um tem de contemplar os gastos do dia-a-dia, bem como a canalização de recursos para poupança. Isso é questão de disciplina, isto é, gastar menos do que ganha, adequando o padrão de vida, fugindo da tentação de praticar padrões acima do que o dinheiro permite. Para quem está em idade universitária e é dependente dos pais, saiba que este é um bom momento de guardar nem que sejam pequenos valores. Quando vier o primeiro emprego virou hábito poupar e o dinheiro guardado dará a tranqüilidade necessária para se enfrentar os desafios que virão pela frente. Comece a guardar dinheiro desde cedo.

• Filhos: pequena revolução financeira

De solteiro para vida a dois já há impacto financeiro e isso se potencializa quando chegam os filhos. Somente com bom planejamento é que será possível evitar o comprometimento financeiro. O mundo diz: compre de tudo. Nós devemos dizer: tudo tem limite. Oriente as crianças e não exagere nos gastos, passando bons e importantes conceitos do quanto é difícil ganhar cada real para o sustento. Os filhos completam os casais, mas os pais devem saber que ter filhos representa uma pequena revolução na vida financeira da família. As expressões chaves são: planejar, controlar e educar financeiramente.

• Mude para melhor

Renato Russo escreveu: “É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”. Na essência ele em sua melodia nos indicou que a vida é um presente e como tal devemos viver intensamente cada momento. Amar as pessoas como se não houvesse amanhã aponta o amparar incondicionalmente todos a nossa volta, sem subterfúgios, sem adiar decisões fundamentais para viver a vida como ela é: simples, leve e solta. Mude já, mude para melhor! Excelente semana. Visite o site www.jornaloplanetaeconomia.com.br.

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