Tribuna do Leitor

Confusão urbana em Bauru


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Cara leitora Paola Angerami de Castro, dessa tribuna: quando li sua carta publicada em 26/11/09 (“Ciclovia -Consciência!”), cheguei a uma conclusão: a confusão urbana está evidente! Bom, como citado por v.s.ª, sobre a utilização de ciclovias - “o que está ocorrendo é que as pessoas que andam de bicicleta no lugar e horário reservado para tal, estão sendo obrigados a desviarem para o meio da rua para não causar uma colisão”, já que é para conscientizar, vamos falar do espaço urbano. A nossa cidade tem cada vez mais espaços de convergências que servem como palco constante transformações a partir de interesses citadinos diferenciados. O espaço cicloviário é a estruturação favorável à utilização da bicicleta em uma determinada área do território, seja ela um estado, município ou uma cidade, podendo ser identificadas cicloviário de uso misto.

O espaço público é considerado como aquele que, dentro do território urbano tradicional, seja de uso comum e posse coletiva, ou seja, pertence ao público por excelência. Já mobilidade urbana é onde os indivíduos podem ser pedestre, ciclista, usuários de transporte coletivo e motorizados. Com relação à ciclofaixa, é parte contígua da pista de rolamento, ou seja, da rua, destinada à circulação exclusiva de ciclos, sendo ela separada por pintura visual por completo ou elemento delimitadores. Já ciclovia é um pista destinada exclusiva à circulação de ciclos, separada fisicamente do tráfego comum por desnível ou elemento delimitadores.

Cara leitora dessa tribuna, você está corretíssima quando você descreve o significado da ciclovia, mas no território urbano de nossa cidade ainda não vi ciclovias implantadas (conforme a Secretaria Nacional de Transporte, é da mobilidade urbana das cidades) e sim ciclofaixa. Acho ainda que posso chamar assim, pois não tem pintura visual completa e como sou ouvinte do programa de rádio da 94, os radialistas falam também que os pontos pintados mudam de cor.

Então, neste caso a mobilidade urbana pode usar e o ciclista pode sair e também pode ultrapassar usando a rua. Outra abordagem interessante no seu texto é: “Bauruenses, tenham consciência, bom senso e educação!”. A nossa cidade está vivendo momentos transformadores, neste caso necessitamos urgentes de comissões ou políticas públicas voltada para a Mobilidade Urbana, isto se faz necessários para que não ocorrer essa confusão que você expõe: “Bauruenses, ciclovias são para bicicletas e não para pessoas correrem”, pois só a separação com pontos no solo indicando ciclofaixa não funciona e faz com que o ciclista e o pedestre se tornem inimigos.

Sua preocupação é muito válida, a cidade tem que conferir identidades aos moradores que vivem nessa realidade urbana. Está começando em nossa cidade a realização da comissão preparatória para 4ª Conferência das Cidades e um dos temas é mobilidade urbana. Leve sua reivindicação para esse tema, pois é muito importante para o amadurecimento da nossa cidade e a construção de uma cidade cada vez mais sustentável.

Andréia Almeida Ortolani - estudante de arquitetura e urbanismo

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