Na edição de domingo passado do JC, um grupo de ativistas políticos, engajados ao MST, faz sua réplica à minha manifestação anterior de titulo “Contra fatos não há argumentos” e a respeito desta réplica gostaria de esclarecer alguns pontos: O primeiro fato é que, ao contrário do que, matreiramente, insinuado pelos replicantes, não tenho vinculação com nenhum partido político e nem com qualquer movimento ruralista, não sou proprietário rural e também nenhum vinculo econômico ou de amizade com o grupo Cutrale ou seus diretores e funcionários. Sou apenas um leitor comum do JC, que gosta de exercer seu direito de livre manifestação, garantido por este jornal, já que felizmente não temos por aqui nenhuma Venezuela bolivariana.
O segundo é que meus argumentos foram baseados não em hipótese, mas em imagens gravadas pela Polícia Militar de SP, e veiculadas nos telejornais, mostrando integrantes do MST, com tratores alheios, derrubando milhares de pés de laranja e não apenas ..."Caiu um pé de laranja"... como querem minimizar os replicantes.
Mas, afinal, é mais fácil para ativistas políticos profissionais defender até o indefensável, e como diria Goebbels (ministro da propaganda de Hitler) e seu fiel sucessor, companheiro Ahmadinejad do Irã (hoje unha e carne com Lulla), e que nega até o holocausto nazista: uma mentira repetida dezenas de vezes pode se tornar por esta técnica uma “verdade”. Por exemplo: o MST Derruba 9.999 pés de laranja, derrubam 9.998 pés de laranja... até chegar em um inocente... Caiu um pé de laranja...
Afirmam também que a Cutrale invadiu terras publicas, mas não é assim que pensa a Justiça que concedeu a reintegração de posse. Se existe realmente uma ilegalidade nesta posse, deveria a mesma ser discutida na Justiça, pois afinal estamos em um estado de direito.
Dizem ainda os replicantes do MST que a Cutrale tem dinheiro nas Ilhas Cayman e dão como fonte a revista Veja (2003). Só não respondem se podemos acreditar como fonte confiável na revista e em tudo que ela diz do MST, como que ele é sustentado com verbas públicas ilegais e ainda sobre o que esta revista fala sobre o enriquecimento repentino do filho do presidente Lulla ou das mentiras da ministra Dilma. Não explicam também por que o Ministério da Justiça do companheiro Tarso não investiga a empresa, nesta situação.
Por último, eles usam, a La Goebbels, novamente uma estatística das pequenas propriedades, como estes proprietários altamente produtivos fossem sem-terra assentados. O cenário, se considerados apenas os assentamentos, teria, ao contrário, baixíssimo nível de produtividade. E assim seguem pronunciando com base na cartinha do MST meias verdades, que somadas geram grandes mentiras.
Márcio M. Carvalho