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Rodovia João Cabral M. Rennó

Terezinha Santarosa Zanlochi
| Tempo de leitura: 2 min

Estudei no mesmo colégio, com a neta dele. Acho que, na verdade, esta rodovia (Bauru-Ipaussu) não deveria homenageá-lo. As homenagens credenciam pessoas. E esta rodovia não homenageia quem quer que seja. Nos 60 km entre o viaduto da Castelo Branco até Bauru, ela tem nada menos do que 36 lombadas, curtas em sua maioria e com curvas em sua continuidade. Vejamos: Lombadas nos Km 298 (Espírito Santo do Turvo); 296; 292; 291(Agrest); 290, 288 com curva, 287,5 (Citrovia), 285 com curva; 284; 282; 281 com curva; 279 (Paulistânia), 278 (outra entrada para Paulistânia); 277, 276 com curva, 275 (Floresta); 273 e 272; 270; 269; 268 com curva (Cabrália); 267, 265, 263 (limite de município entre Paulistânia e Piratininga), 262, 260 com curva (Brasília Paulista); 258 com curva, 257 (próximo uma torre de comunicação); 255, 255.5, 254, 253 e outra lombada enorme (252), onde fica uma praça de pedágio; 251 (próximo a Alba), 250, 249 com curva (próximo à torre de TV), 247 com curva e, finalmente, chega o trevo de Piratininga. Quem duvidar é só conferir. Vou sempre para Ourinhos. Tenho parte de minha história de vida lá e tenho minha mãe, com 86 anos, e muita alegria de viver. Sempre desejei pedágios naquela estrada, porque pensei que ela ficaria mais segura. Vi muitas pessoas perderem suas vidas nesta estrada mal planejada. Não gostaria de perder também a minha. Mas... agora, estou perplexa, porque só chegaram as praças de pedágio e nenhum melhoramento. Continua a ser uma rodovia de duas mãos, sem acostamentos, sem 3ª via porque as lombadas são constantes e que nos obriga a ficar horas atrás de um veículo pesado, porque não há como ultrapassar. Quando chove, então, como ocorreu no sábado, dia 28/11, se tiver compromisso em Bauru, desista.

Pelo que sei de prestação de serviços, trabalhamos e depois pagamos ou recebemos. Nesta rodovia, parece-me que vamos financiar, com os pedágios, os  pagamentos de empréstimo feito a algum banco, pelo trabalho contratado. Acho que há um "passa-moleque" neste negócio. Como é possível cobrar três pedágios em 130 km (Bauru a Ourinhos), com metade da estrada nas condições acima descritas? Será que o Estado não sabe negociar ou  não está bem intencionado? Por favor, se for de sua alçada, Ministério Publico, vá conferir e socorra-nos. Muito obrigado.

A autora, Terezinha Santarosa Zanlochi, é professora-doutora e colaboradora de Opinião

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